
Desemprego no Brasil atinge menor taxa trimestral em mais de uma década, impulsionado por recordes de ocupação e massa salarial.
A taxa de desemprego no Brasil registrou uma queda expressiva, alcançando 5,3% no trimestre encerrado em agosto. Este índice representa o menor patamar para o período desde 2012, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
O resultado positivo não se limita à queda do desemprego. O país também celebra recordes históricos no número de trabalhadores ocupados, na formalização com carteira assinada, na massa salarial e na contribuição para a Previdência Social, conforme divulgado pelo IBGE.
Esses dados, divulgados nesta terça-feira (29), confirmam as expectativas do mercado e sinalizam um cenário de aquecimento no mercado de trabalho brasileiro. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda acompanhou de perto o desempenho, que veio em linha com as projeções.
Ocupação em Alta e Setores Chave Impulsionando o Mercado
A população ocupada atingiu a marca inédita de 103,5 milhões de pessoas no trimestre até agosto, um aumento de 0,8% em relação ao trimestre anterior, o que representa a adição de 774 mil novos trabalhadores. Este crescimento é um reflexo direto da dinamização de setores importantes da economia.
A indústria geral foi um dos grandes impulsionadores, com um crescimento de 2%, gerando aproximadamente 265 mil novas vagas. Outro setor que se destacou foi a construção civil, que apresentou alta de 4,1%, contribuindo com cerca de 306 mil empregos formais.
Carteira Assinada e Informalidade: Um Panorama Detalhado
O número de empregados do setor privado com carteira assinada alcançou um recorde de 39,5 milhões de pessoas, evidenciando a expansão do emprego formal no país. Paralelamente, a população desocupada diminuiu em 4,6%, o que equivale a 281 mil pessoas a menos em busca de trabalho, totalizando 5,8 milhões no período.
A população desalentada, composta por indivíduos que desistiram de procurar emprego, somou 2,4 milhões, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior, mas com uma redução significativa de 11,9% em comparação ao mesmo período do ano passado. A taxa de informalidade, por sua vez, ficou em 37,5%, totalizando 38,8 milhões de trabalhadores sem garantias como férias e 13º salário.
Massa Salarial e Contribuição Previdenciária em Patamares Históricos
O rendimento mensal médio do trabalhador registrou R$ 3.777, aproximando-se do recorde histórico de R$ 3.804, alcançado no primeiro trimestre de 2026. A massa salarial, que representa a soma de todos os salários, atingiu R$ 385,6 bilhões, um novo recorde. Este valor representa um crescimento de 1,4% no trimestre e de 4,8% em um ano, injetando mais recursos na economia para consumo e investimentos.
O Brasil também atingiu um número recorde de contribuintes para a Previdência Social, com 68,5 milhões de pessoas. Isso significa que 66,2% dos trabalhadores brasileiros estão contribuindo para garantir benefícios como aposentadoria e auxílios. O IBGE considera contribuintes todos os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e autônomos que recolhem para o INSS ou outros regimes previdenciários.




