Carla Zambelli renuncia ao mandato de deputada federal após STF confirmar cassação e evitar posse de suplente polêmico

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) apresentou sua renúncia ao mandato na Câmara dos Deputados neste domingo, 14 de janeiro. A comunicação formal foi enviada à Mesa Diretora da Casa, marcando o fim de sua participação legislativa.

A decisão de Zambelli ocorre apenas dois dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a cassação imediata de seu mandato. A Primeira Turma do STF, na sexta-feira, 12 de janeiro, validou por unanimidade a decisão do ministro Alexandre de Moraes que anulou a votação da Câmara que havia mantido o mandato da parlamentar.

A Câmara dos Deputados havia decidido, na última quarta-feira, 10 de janeiro, manter o mandato de Carla Zambelli com 227 votos a favor, enquanto 110 votaram pela cassação. No entanto, o placar ficou abaixo dos 257 votos necessários para aprovar a perda do cargo.

Alexandre de Moraes anula votação da Câmara e declara decisão inconstitucional

Diante da deliberação da Câmara que manteve o mandato da deputada, Alexandre de Moraes, ministro do STF, decidiu anular a resolução da Casa que oficializou o resultado da votação. O ministro argumentou que a decisão da Câmara era inconstitucional.

Segundo o entendimento de Moraes, a Constituição Federal estabelece que cabe ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de um parlamentar que foi condenado por decisão transitada em julgado. À Câmara, caberia apenas a função de “declarar a perda do mandato”.

Suplente de Zambelli deve assumir o cargo nesta segunda-feira

Com a renúncia de Carla Zambelli, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deve dar posse ao suplente da parlamentar, Adilson Barroso (PL-SP), nesta segunda-feira, 15 de janeiro. A posse do suplente ocorre em um cenário de grande atenção devido a declarações e posições de Barroso ligadas a movimentos de extrema-direita.

Zambelli estava foragida na Itália após condenação pelo STF

A renúncia de Carla Zambelli também acontece em um contexto onde a deputada estava em Roma, na Itália, desde julho do ano passado, buscando evitar o cumprimento de um mandado de prisão emitido por Alexandre de Moraes. A deputada, que possui dupla cidadania, havia deixado o Brasil após ser condenada a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.

A decisão final sobre o processo de extradição solicitado pelo governo brasileiro deverá ser tomada pela Justiça italiana em uma audiência agendada para a próxima quinta-feira, 18 de janeiro. A renúncia pode ter como objetivo evitar a extradição e o cumprimento da pena no Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

UNIÃO DO CENTRÃO: PP aprova federação com União Brasil

[ad_1] Os dirigentes do PP deram aval à proposta de formar uma…

ELEIÇÕES 2024: 57% dos eleitores se consideram nem de direita nem de esquerda, aponta pesquisa

Polarização pode ser menos acirrada nas eleições municipais de 2024, avalia cientista político

Lula sanciona Orçamento 2026 com R$ 6,5 trilhões, mas veta R$ 400 milhões em emendas

Lula sanciona Lei Orçamentária de 2026 com vetos em emendas parlamentares O…

João Azevêdo emociona com história de menino que ganhou novo coração no RN

Governador João Azevêdo (PSB) emocionou paraibanos em publicação nas redes sociais ao…