Mulheres Invisibilizadas: Exposição no Complexo Hospitalar de Mangabeira Revela Histórias Essenciais da Construção do Brasil

Mulheres Invisibilizadas: Exposição no Complexo Hospitalar de Mangabeira Revela Histórias Essenciais da Construção do Brasil

O Complexo Hospitalar de Mangabeira se tornou palco para a exposição Mulheres Invisibilizadas, uma iniciativa que traz à luz as histórias de 30 brasileiras cujas contribuições foram fundamentais para o desenvolvimento do país, mas que tiveram suas trajetórias apagadas ou pouco reconhecidas pela história oficial.

A mostra reúne mulheres negras, indígenas, quilombolas, educadoras, lideranças políticas, artistas e ativistas que, com sua força e determinação, romperam barreiras em diversas áreas. Elas abriram caminhos e impulsionaram reflexões cruciais sobre desigualdade de gênero, memória histórica e democracia no Brasil.

A exposição é uma realização da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), por meio do Grupo de Trabalho Igualdade de Gênero, e do Ministério Público Federal (MPF), através da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), em parceria com a Prefeitura de João Pessoa. Conforme informação divulgada pela iniciativa, a exposição busca dar visibilidade a trabalhos e vidas que, de outra forma, permaneceriam na invisibilidade.

Pioneiras que Inspiram Gerações Atuais

Janine Lucena, secretária executiva de Saúde de João Pessoa, ressaltou a importância da exposição para conectar o presente com o passado. Ela destacou que as conquistas das mulheres de hoje são frutos do legado deixado por pioneiras que viveram há séculos. “Se hoje, graças a Deus, a gente já conseguiu alcançar um espaço, isso se deve justamente a história dessas mulheres que viveram há 100, 200 anos, e que estão nessa exposição”, afirmou Lucena.

Lucena parabenizou o MPF pela iniciativa e celebrou a parceria para sediar a mostra no Complexo Hospitalar. Ela enfatizou a necessidade de discutir abertamente a igualdade de gênero e o reconhecimento das mulheres. “Esperamos nós que um dia não seja mais necessário que isso esteja entrando em discussão, que a mulher tenha realmente seu lugar, seu espaço e seja reconhecida por isso”, disse.

A secretária também comentou sobre a força feminina para lidar com as múltiplas tarefas do dia a dia, tanto no ambiente profissional quanto no pessoal. “Só a gente sabe o que a gente passa quando sai de casa, vem para um ambiente de trabalho e depois volta para casa para ter um outro ambiente de trabalho”, pontuou, ressaltando a presença de mulheres em cargos de liderança e em diversas funções dentro do próprio hospital.

Saúde como Ponto de Acesso para Direitos

A procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Janaina Andrade, explicou que a escolha do hospital como local para a exposição reforça o papel da saúde como porta de entrada para a garantia de direitos. Ela citou a Lei do Minuto Seguinte (Lei nº 12.845/2013) como um exemplo de avanço na proteção a pessoas em situação de violência sexual.

A lei garante atendimento obrigatório, imediato e integral nos hospitais do SUS, independentemente de registro prévio de boletim de ocorrência. O atendimento inclui suporte médico emergencial, psicológico, exames e profilaxia para gravidez e infecções sexualmente transmissíveis. “É importante reforçar que a mulher pode procurar diretamente a unidade, sem necessidade prévia de boletim de ocorrência. Aqui ela recebe atendimento médico, acolhimento e orientação para acessar a rede de proteção”, destacou Andrade.

MPF Amplia Atuação para Além do Jurídico

O procurador da República José Guilherme Ferraz da Costa ressaltou que a exposição demonstra a atuação do MPF para além da esfera jurídica. Ele afirmou que a iniciativa é uma forma de disseminar informação, educar e resgatar a história de mulheres importantes para o Brasil.

“A exposição Mulheres Invisibilizadas é, por excelência, uma forma de educar, resgatar a história, transmitir bons exemplos e levar o cidadão à reflexão sobre as trajetórias e os papéis que essas mulheres exerceram na história do nosso país”, disse Ferraz da Costa. Ele complementou que a mostra leva o cidadão a refletir sobre o papel dessas mulheres na construção do país.

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