Haddad projeta crescimento de até 1% para o PIB no primeiro trimestre e defende arcabouço fiscal

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou projeções animadoras para a economia brasileira no primeiro trimestre de 2024, indicando um possível crescimento de até 1%. A expectativa, segundo o ministro, é resultado das políticas adotadas para manter a demanda efetiva aquecida.

Haddad destacou que os mecanismos de mudança no crédito e outras ações do governo estão contribuindo para a manutenção da atividade econômica, demonstrando um cenário de resiliência.

Apesar do otimismo pontual, o ministro optou por não fornecer uma estimativa de crescimento para o ano inteiro, justificando que tal previsão está diretamente atrelada à trajetória da taxa de juros.

Reforma Tributária como Motor de Crescimento Futuro

O Ministro da Fazenda reiterou sua confiança na condução da política econômica, enfatizando o trabalho de saneamento das contas públicas e a importância das reformas estruturais. Ele ressaltou que a **reforma tributária**, que entrará em vigor no próximo ano, tem potencial para impulsionar o PIB de forma ainda mais significativa.

Haddad defendeu o **arcabouço fiscal**, negando que o governo tenha adotado uma política de aperto excessivo nas contas. Segundo ele, a recomposição da base tributária, que sofreu perdas consideráveis, é um desafio constante e requer negociações complexas no Congresso Nacional.

Saída do Ministério e Planos Políticos

Em uma revelação surpreendente, Fernando Haddad confirmou que deixará o Ministério da Fazenda na próxima semana. A decisão, segundo ele, visa proporcionar maior liberdade para pensar em um plano de desenvolvimento para o país fora do ambiente ministerial.

O ministro também indicou a possibilidade de concorrer nas próximas eleições, embora não tenha especificado o cargo. A ideia inicial era apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o cenário político mais complexo o levou a reconsiderar seus planos.

Desafios na Recomposição da Base Tributária

Haddad explicou que a perda de 3% do PIB em base tributária exige esforços contínuos para sua recomposição. Ele apontou a dificuldade em aprovar no Congresso Nacional medidas que cortem privilégios e restaurem a carga tributária, contrastando com a agilidade na aprovação de reduções de impostos.

A negociação para redução de privilégios e desonerações da folha de pagamento, conforme relatado pelo ministro, consome semanas de discussão no Congresso, evidenciando os entraves políticos para a consolidação fiscal.

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