Comerciante em João Pessoa expressa preocupação ao segurar embalagens plásticas com preços em alta.

Guerra no Oriente Médio Dispara Custos de Embalagens em João Pessoa, Comerciantes Alertam para Alta de 40% e Escassez

Comerciantes de João Pessoa relatam aumento de até 40% no preço de embalagens descartáveis, afetados pela alta do petróleo e escassez de produtos.

Alta do petróleo e conflitos globais impactam mercado de embalagens em João Pessoa, com aumentos expressivos relatados por comerciantes locais

O preço das embalagens descartáveis em João Pessoa registrou uma elevação de até 40% nos últimos dias, um cenário que comerciantes atribuem diretamente à volatilidade no preço do petróleo. A instabilidade, intensificada por conflitos no Oriente Médio e riscos na rota de transporte do Estreito de Hormuz, tem afetado a cadeia produtiva dos plásticos, matéria-prima essencial para esses produtos. A notícia foi publicada em 03/04/2026.

Jadiel, proprietário de um restaurante que serve cerca de 200 marmitas diariamente na capital paraibana, já observa os reflexos da situação. Ele aponta para uma combinação de fatores que pressionam os custos. “Duas coisas que eu pontuo uma é a escassez do produto, que você liga para diversos fornecedores e não tem. Aí, quando encontra, o preço tá bem salgadinho. Deu um aumento nos últimos 30 dias de 20 a 0%”, relatou.

Até o momento, Jadiel tem conseguido absorver os custos adicionais em seu estabelecimento, buscando não repassar o impacto financeiro diretamente aos seus clientes. No entanto, a sustentabilidade dessa estratégia é questionável a médio prazo diante da tendência de novas altas.

Anderson, que atua no Mercado Central há uma década comercializando embalagens, descreve a atual escalada de preços como sem precedentes em sua experiência. Ele informa que os produtos para revenda estão sendo adquiridos com um custo 40% superior. “Esse volume todo de aumento foi de uns 15 dias para cá. Foi o que estourou ao ponto de ter mercadoria que não estou sabendo o que fazer para vender. Tem mercadoria que eu vendia a R$ 14, eu já vou ter que vender a R$ 20”, explicou.

Embora o consumidor final ainda não sinta integralmente o peso desses aumentos, Anderson prevê que o repasse de preços é inevitável. “A promessa não é cair, a promessa é aumentar mais ainda e, infelizmente, vou ter que aumentar, que eu preciso ganhar meu lucro para manter o comércio”, concluiu, sinalizando um futuro de preços mais elevados para os itens essenciais de embalagem.

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