Prefeito Interino de Cabedelo Demite Sogra e Cunhado do Prefeito Afastado Após Operação da PF e Gaeco

Prefeito Interino de Cabedelo exonera auxiliares investigados pela PF e Gaeco em esquema de corrupção

Em uma ação rápida após a deflagração de uma operação conjunta entre a Polícia Federal e o Gaeco, o prefeito interino de Cabedelo, José Pereira (Avante), determinou a exoneração de quatro auxiliares de alto escalão. As demissões ocorreram na última sexta-feira (17) e visam aprofundar o combate a um suposto esquema de corrupção que envolveria a gestão municipal e uma facção criminosa local.

As investigações, que levaram à operação policial, apuram a conexão entre membros da administração pública e atividades ilícitas, com indícios de favorecimento e desvio de recursos. A atuação do prefeito interino busca, segundo fontes, dar transparência ao processo e afastar qualquer suspeita de interferência nas apurações que seguem em curso.

Entre os exonerados, destacam-se nomes com laços familiares diretos com o prefeito afastado Edvaldo Neto (Avante), que também teve sua gestão sob escrutínio. A medida reflete a seriedade com que as autoridades tratam as denúncias e a necessidade de **separar os investigados das funções públicas** para garantir a integridade das investigações, conforme informado pelo MaisPB.

Sogra do Prefeito Afastado Apontada como Articuladora do Esquema

Um dos nomes de maior destaque entre os exonerados é Cynthia Denize Silva Cordeiro, ex-secretária de Uso do Solo e sogra de Edvaldo Neto. De acordo com as investigações da Justiça, ela seria a **articuladora principal da aliança entre a prefeitura e a facção criminosa**. As apurações indicam que Cynthia Denize atuava como advogada de “Fatoka”, uma liderança local do Comando Vermelho, e possuía relações de confiança com figuras conhecidas do crime organizado, como Fernandinho Beira-Mar.

Procurador-Geral e Gerente de RH também são alvos de investigação

O ex-Procurador-Geral do município, Diego Carvalho Martins, que é cunhado de Edvaldo Neto, também foi afastado de suas funções. A polícia suspeita que ele utilizava **pareceres jurídicos forjados** para dar uma aparência de legalidade ao esquema de corrupção, visando favorecer empresas terceirizadas específicas. Essa prática, segundo a investigação, seria fundamental para a manutenção das atividades ilícitas.

Outro exonerado é Claudio Fernandes de Lima Monteiro, que ocupava o cargo de ex-gerente de RH. A Polícia Federal aponta que ele desempenhava um papel crucial na **blindagem dos contratos considerados fraudulentos**, atuando para impedir que fiscalizações internas pudessem detectar as irregularidades. Sua atuação teria sido fundamental para a continuidade do esquema por um período.

Medidas buscam garantir a lisura do processo investigatório

As exonerações ocorrem em um momento crucial das investigações, que buscam desarticular uma rede de corrupção que, segundo as autoridades, se infiltrou na administração pública de Cabedelo. A ação do prefeito interino José Pereira demonstra um compromisso em **assegurar a transparência e a moralidade administrativa**, afastando os envolvidos para que a Justiça possa atuar livremente.

A operação policial e as subsequentes exonerações sinalizam um duro golpe contra a corrupção na cidade. A expectativa é que as investigações continuem a avançar, resultando na responsabilização de todos os envolvidos no esquema criminoso.

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