
O Ministério da Educação (MEC) anunciou uma expansão significativa para a plataforma MEC Livros, que agora contará com um acervo de 25 mil obras, um salto em relação às 8 mil disponíveis anteriormente. A iniciativa visa democratizar o acesso à leitura, oferecendo um vasto catálogo de títulos nacionais e internacionais que podem ser acessados gratuitamente por meio de uma conta Gov.br.
Desde o seu lançamento no início do mês, a plataforma já conquistou mais de meio milhão de usuários cadastrados, demonstrando o grande interesse do público por esse serviço. A novidade chega em um momento crucial, alinhada com o lançamento do Plano Nacional do Livro e da Leitura 2026-2036.
As mudanças, que entram em vigor a partir desta sexta-feira (24), foram detalhadas pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini. Ele explicou que as novas regras atendem a uma demanda frequente dos usuários: a possibilidade de devolver livros lidos mais rapidamente para liberar o empréstimo e iniciar uma nova leitura. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Educação.
Novas Regras para Empréstimo de Livros
A principal alteração introduzida pelo MEC Livros permite que usuários que leram pelo menos 10% de uma obra possam devolvê-la antes do prazo de 14 dias e realizar um novo empréstimo. Essa flexibilidade se estende para quem atingir 90% ou mais da leitura, facilitando a experiência de quem devora livros em pouco tempo. Anteriormente, a devolução só era permitida após o período integral de 14 dias, com um limite de dois empréstimos por CPF ao mês.
“A maior reclamação que a gente recebeu foi que as pessoas liam mais rápido, queriam pegar emprestado aquele livro, queriam devolver o livro para poder pegar outro livro e ler mais ainda”, explicou o ministro Leonardo Barchini. Ele reforçou que, com as novas diretrizes, o empréstimo não se limitará mais ao prazo de 14 dias, permitindo que o leitor devolva o livro e pegue outro, seja por não ter gostado da obra ou por ter concluído a leitura rapidamente.
MEC Livros e o Incentivo à Leitura no Brasil
O anúncio da ampliação do acervo do MEC Livros ocorreu durante a cerimônia de entrega do 9º Prêmio Vivaleitura, um evento que celebra projetos e iniciativas que promovem a leitura, especialmente em comemoração ao Dia Mundial do Livro. A ocasião contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou a importância da plataforma.
“Ninguém vai comprar um livro se não tiver dinheiro. Nós temos que fazer as pessoas lerem, mesmo que não possam comprar um livro, e o MEC Livros é exatamente isso”, afirmou o presidente, ressaltando o papel do programa em garantir o acesso à cultura e ao conhecimento para todos os brasileiros, independentemente de sua condição financeira.
Plano Nacional do Livro e Leitura para o Futuro
Em paralelo à expansão do MEC Livros, o governo federal lançou o Plano Nacional do Livro e da Leitura 2026-2036. Este plano ambicioso estabelece metas para os próximos dez anos com foco em aumentar o acesso a livros, reduzir seus preços, multiplicar os espaços de leitura, expandir a rede de livrarias pelo interior do país e fomentar a produção literária nacional.
Uma das metas estabelecidas é elevar o percentual de leitores brasileiros de 47% para 55% até 2035, indicando um esforço contínuo para consolidar o hábito da leitura na sociedade. A iniciativa reforça o compromisso do governo em construir um futuro onde a leitura seja acessível e incentivada em todas as esferas da vida.






