Secretaria de Saúde de João Pessoa contesta interdição imediata de setores do Hospital Prontovida pelo CRM-PB, alegando desconsideração de prazo.
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) determinou a interdição ética cautelar de setores essenciais do Hospital Prontovida, em João Pessoa. As áreas afetadas incluem o bloco cirúrgico, a UTI geral, a UTI oncológica e a enfermaria oncológica.
Segundo o CRM-PB, a decisão foi tomada devido à identificação de problemas estruturais persistentes na unidade. A interdição visa impedir a atuação médica nesses setores até que a prefeitura municipal tome as providências necessárias para restabelecer as condições adequadas de funcionamento.
Em resposta, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa informou que já providenciou a transferência dos pacientes e expressou surpresa com a medida do CRM-PB. A pasta alega que a decisão contraria o próprio prazo estabelecido pelo órgão e a considera uma “medida precipitada”. Conforme informação divulgada pelo MaisPB, a Secretaria de Saúde de João Pessoa (SMS) declarou que a interdição ética de setores do Hospital Geral e do Câncer (HGC) contraria o prazo concedido no dia anterior.
Medida Cautelar e Falhas Estruturais no Prontovida
A interdição ética cautelar, determinada pelo CRM-PB, impede que os médicos exerçam suas funções nos setores específicos do Hospital Prontovida. A retomada das atividades nesses locais só será possível após a prefeitura apresentar e executar um plano de adequação que garanta as condições mínimas de segurança e funcionalidade.
O Conselho Regional de Medicina já havia identificado problemas estruturais anteriormente, e a persistência destas questões, mesmo após interdições prévias, levou à decisão mais recente. A gestão municipal, por sua vez, parece não ter antecipado a severidade da medida.
Prefeitura “Estranha” Decisão e Alega Plano de Contingência
Em nota oficial, a Secretaria de Saúde de João Pessoa afirmou que a decisão do CRM-PB foi uma surpresa, pois, em vistoria realizada na quinta-feira (23), foi concedido um prazo de 15 dias para a apresentação de um plano de adequação. A interdição imediata, menos de 24 horas depois, foi vista como um desrespeito ao acordo estabelecido.
A prefeitura destacou que a desocupação gradual da unidade já estava em andamento, como parte de um plano de contingência previamente definido para viabilizar as obras de requalificação do hospital. Essa requalificação, segundo a SMS, foi aprovada meses antes da fiscalização do CRM-PB.
Transferência de Pacientes e Compromisso com a Qualidade
A Secretaria de Saúde assegurou que a transferência dos pacientes para outras unidades da rede hospitalar está sendo realizada seguindo um planejamento técnico detalhado. O objetivo é garantir a segurança logística e a continuidade do atendimento, sem sobrecarregar os serviços de saúde já existentes.
A prefeitura reafirmou seu compromisso com a transparência e a qualidade da assistência médica oferecida à população. As intervenções no Hospital Prontovida visam, essencialmente, a melhoria da estrutura física, do fluxo de atendimento e da segurança geral da unidade hospitalar.
Críticas à “Medida Precipitada” do CRM-PB
A gestão municipal lamentou a adoção do que considerou uma “medida precipitada” por parte do CRM-PB. Segundo a Secretaria de Saúde, a decisão ignora o planejamento que já está em execução para a qualificação do atendimento. A prefeitura reitera que as obras e adequações são necessárias para oferecer um serviço de saúde mais seguro e eficiente aos cidadãos de João Pessoa.



