Ex-governador da Paraíba, João Azevedo, se pronuncia sobre debandada de correligionários do PSB e esclarece sua posição.
O ex-governador da Paraíba, João Azevedo, veio a público para desmentir categoricamente qualquer envolvimento ou aval em relação às recentes saídas de lideranças do Partido Socialista Brasileiro (PSB). A declaração surge em meio a especulações e rumores sobre a influência do político nas decisões de filiados que deixaram a legenda durante o período da janela partidária.
“Em nenhum momento eu estimulei a saída de quem quer que fosse. Ninguém teve o meu aval”, sustentou João Azevedo em entrevista concedida ao programa Meio Dia Paraíba, veiculado pela Rádio POP FM. A fala busca colocar um ponto final nas interpretações de que ele teria orquestrado ou incentivado as desfiliações.
Azevedo explicou que, embora não tenha dado aval, entende a liberdade de escolha dos filiados. “Eu não dei aval. Se alguém chegar para mim, na janela partidária, e dizer que tomou a decisão de ir para outro partido, porque lá terá mais chance, eu não posso impedir. Você não obriga estar num partido”, diferenciou, ressaltando a autonomia de cada membro do partido.
Lideranças deixam o PSB em busca de novas oportunidades
O período da janela partidária registrou a saída de nomes importantes do PSB paraibano. Entre eles, destacam-se as ex-secretárias Rafaella Camaraense e Pollyanna Werton, além do presidente do Porto de Cabedelo, Ricardo Barbosa. Rafaella Camaraense optou por se filiar ao PDT, enquanto Pollyanna Werton e Ricardo Barbosa migraram para o Progressistas (PP), partido do atual governador Lucas Ribeiro.
A decisão dessas lideranças em buscar novos caminhos políticos levanta discussões sobre as estratégias e os objetivos de cada um dentro do cenário eleitoral. A busca por mais chances de eleição ou por alinhamento com novas forças políticas são fatores que frequentemente influenciam essas movimentações.
Críticas à política “matemática” e defesa de identidade
João Azevedo aproveitou a oportunidade para criticar uma visão de política que se baseia unicamente em “resultado matemático”. Ele expressou sua insatisfação com a ideia de pertencer a um grupo político apenas pela conveniência eleitoral, em detrimento da identidade e dos princípios.
“Eu não me sentiria estar num grupo político quando a minha identidade fosse completamente diferente apenas pelo fato de naquele lugar ter mais chance de me eleger. Não acho que isso seja correto”, afirmou o ex-governador, defendendo uma atuação política mais alinhada com valores e convicções.
Afastamento de ressentimentos e respeito às escolhas individuais
Apesar das divergências e das saídas, o pré-candidato ao Senado afastou qualquer sentimento de ressentimento em relação aos filiados que deixaram o PSB. Ele enfatizou a importância do respeito às escolhas individuais e das consequências que delas advêm.
“Não tenho o menor problema com quem saiu. Somos frutos de nossas escolhas. Quando a gente escolhe, a gente arca com ônus e bônus”, argumentou João Azevedo, concluindo que cada indivíduo é responsável pelas decisões tomadas em sua trajetória política e pessoal.
A declaração de João Azevedo reforça a autonomia partidária e a complexidade das relações políticas, onde as escolhas individuais, muitas vezes, prevalecem sobre os laços partidários estabelecidos, conforme informado pelo MaisPB.



