
Redesenho político na ALPB após janela partidária deixa 19 deputados em novas legendas e altera correlação de forças para eleições futuras
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) passou por um significativo rearranjo partidário com o encerramento da janela partidária, que ocorreu neste sábado (4). Das 36 cadeiras na casa, 19 deputados optaram por trocar de sigla, modificando o cenário político do estado com vistas às eleições de 2026. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) foi um dos mais afetados, encolhendo sua bancada de seis para dois parlamentares. Entre os que deixaram a legenda estão Hervázio Bezerra (agora no MDB), Tião Gomes (Republicanos), João Gonçalves (PP) e Tanilson Soares (PP). Apenas Eduardo Brito e Chico Mendes permaneceram na sigla.
Em contrapartida, legendas como o Republicanos e o Progressistas (PP), ambos aliados à base governista, além do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), da oposição, registraram crescimento. O Republicanos, sob a liderança do deputado federal Hugo Motta, ampliou sua bancada de oito para dez membros, tornando-se a maior força na ALPB. O Progressistas, alinhado ao governador Lucas Ribeiro, fortaleceu sua presença e agora conta com nove parlamentares, um aumento considerável em relação aos quatro anteriores.
Um dos movimentos mais surpreendentes da remodelação foi a filiação do deputado Luciano Cartaxo do PT ao Republicanos. Na oposição, o MDB expandiu sua representatividade, chegando a seis deputados e consolidando-se como um player importante no cenário político estadual. A legenda, comandada pelo senador Veneziano, apoia a pré-candidatura de Cícero Lucena ao governo. Além de Felipe Leitão, que já havia deixado o Republicanos em janeiro, o MDB incorporou a bancada tucana, composta por Camila Toscano, Fábio Ramalho e Tovar, e ainda filiou Hervázio Bezerra e Caio Roberto.
Outro partido que demonstrou crescimento foi o PL, agora abrigando o senador Efraim Filho, também pré-candidato ao governo. A sigla passou a ter três deputados: George Moraes, Sargento Neto e Wallber Virgolino. A federação composta por PT, PV e PCdoB, que vinha sendo cortejada pelo grupo político de Lucas e Cícero, também aumentou sua representação conjunta na Assembleia.
A janela partidária também resultou no desaparecimento de três legendas da ALPB. O PSDB perdeu toda a sua bancada com as saídas de Camila Toscano, Tovar e Fábio Ramalho para o MDB. O partido Solidariedade também deixou de ter representação individual, com o presidente Eduardo Carneiro filiando-se ao PP e Eduardo Brito transferindo-se para o PSB.
Com as mudanças, o novo mapa da ALPB se constitui da seguinte forma: Republicanos com 10 deputados, Progressistas com 9, MDB com 6, PL com 3, PCdoB com 2, PV com 2 e PSB com 2. Apenas o PT manteve um único representante.
As trocas individuais mais notáveis incluem Anderson Monteiro (MDB para PV), Caio Roberto (PL para MDB), Camila Toscano (PSDB para MDB), Chió (Rede para PV), Dr. Romualdo (MDB para PCdoB), Eduardo Brito (Solidariedade para PSB), Eduardo Carneiro (Solidariedade para PP), Fábio Ramalho (PSDB para MDB), Felipe Leitão (Republicanos para MDB), George Moraes (União Brasil para PL), Hervázio Bezerra (PSB para MDB), João Gonçalves (PSB para PP), Júnior Araújo (PSB para PP), Luciano Cartaxo (PT para Republicanos), Michel Henriques (Republicanos para PP), Nilson Lacerda (União Brasil para Republicanos), Tião Gomes (PSB para Republicanos), Tanilson Soares (PSB para PP) e Tovar (PSDB para MDB).





