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Justiça Eleitoral da Paraíba Pede Apoio Federal em Cidades Marcadas por Violência e Facções Criminosas

TRE-PB solicita reforço de forças federais para eleições em Bayeux, Itabaiana e Piancó devido ao avanço da violência e tensão política nos municípios.

Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba solicita ação federal em municípios com alta criminalidade e tensão política para garantir a segurança nas eleições de outubro

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) atendeu a pedidos de juízes eleitorais para a atuação de forças federais durante as eleições em outubro. As solicitações se concentram em três cidades do estado: Bayeux, Itabaiana e Piancó. A justificativa apresentada envolve o aumento da criminalidade, a proliferação de facções criminosas e a acirrada tensão política que assola os municípios.

A decisão de encaminhar os pedidos ao governador Lucas Ribeiro (PP) caberá ao presidente do TRE-PB, Márcio Murilo da Cunha Ramos. A intenção é avaliar a capacidade da Polícia Militar da Paraíba em assegurar a tranquilidade do pleito eleitoral sem a necessidade de intervenção federal.

Em Bayeux, o juiz Francisco Antunes Batista relatou um cenário de insegurança generalizada, apesar da ausência de ameaças diretas às eleições. A influência de facções criminosas que ocupariam áreas comunitárias tem ampliado a sensação de violência na cidade da Região Metropolitana de João Pessoa.

Em Itabaiana, o juiz Michel Rodrigues de Amorim apontou o crescimento preocupante das organizações criminosas, que estariam sobrecarregando a estrutura de segurança pública local. O magistrado destacou o aumento de crimes violentos e a presença de grupos armados, configurando um risco à normalidade do processo eleitoral.

No município de Piancó, no Sertão paraibano, o juiz Italo Gondim fundamentou seu pedido no acirramento da polarização política. Ele mencionou episódios graves, incluindo a prisão de uma liderança sob suspeita de planejar um atentado contra um adversário. Mesmo com a atuação das forças estaduais, o reforço federal é visto como uma medida preventiva para garantir a tranquilidade e a segurança institucional durante o período eleitoral.

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