
A paraíba à frente da inovação democrática: Como a tecnologia de votação eletrônica se tornou pilar da confiabilidade eleitoral e da soberania popular
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) organizou na última quarta-feira (13) um evento solene para celebrar os 30 anos da urna eletrônica, uma tecnologia que se tornou sinônimo de segurança, confiança e celeridade nos pleitos brasileiros. A cerimônia, realizada no Espaço Viver, dentro do edifício-sede do Tribunal, reuniu magistrados, servidores e membros da imprensa paraibana para reconhecer a trajetória e a importância do sistema eletrônico de votação na consolidação democrática, conforme reportado pelo próprio TRE-PB.
A celebração incluiu a exibição de uma réplica gigante da urna eletrônica, além de modelos históricos utilizados entre 1996 e 2022, permitindo aos presentes uma imersão na evolução tecnológica do sistema. A solenidade também homenageou os servidores que, em 2026, completaram três décadas de dedicação à Justiça Eleitoral, destacando a importância do capital humano na implementação e aprimoramento do processo.
Vozes em defesa da democracia e da transparência
A assessora de Comunicação Institucional e Multimídia do TRE-PB, Michelle Sousa, iniciou o evento cumprimentando as autoridades presentes e sublinhou o papel crucial da imprensa no enfrentamento à desinformação eleitoral. Ela destacou a vulnerabilidade da imprensa e da urna eletrônica a ataques desinformativos.
“Tanto a imprensa quanto a urna eletrônica são alvos constantes de ataques a desinformação eleitoral. Portanto, convido os profissionais da imprensa a serem aliados no combate à desinformação, reforçando a credibilidade e segurança das urnas no processo eleitoral.”
Entre os presentes que marcaram a comemoração dos 30 anos, estavam o juiz auxiliar da Presidência, Rodrigo Marques, representando o presidente do TRE-PB; a juíza auxiliar da Corregedoria, Michelini Jatobá; o diretor-geral, André Vieira; o desembargador eleitoral e diretor da Escola Judiciária Eleitoral (EJE), Kéops Vasconcellos; o vice-diretor da EJE, desembargador Rodrigo Clemente; e o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação (STIC), Vinícius Veloso.
O juiz auxiliar da Presidência, Rodrigo Marques, em representação ao presidente do TRE-PB, enfatizou o valor da urna eletrônica para a solidificação da democracia nacional. Ele apontou a tecnologia como um referencial de agilidade e eficiência.
“Celebramos 30 anos de funcionamento deste equipamento, que se tornou referência em segurança, agilidade e eficiência no processo democrático brasileiro. Ao longo dessas três décadas, as urnas eletrônicas já apuraram mais de 1,5 bilhão de votos e são reconhecidas internacionalmente pela tecnologia de ponta e pelas múltiplas camadas de segurança que garantem a confiabilidade do sistema.”
Para o desembargador Kéops Vasconcellos, diretor da Escola Judiciária Eleitoral (EJE), a tecnologia da urna eletrônica é um pilar que assegura a fidelidade da escolha do eleitor ao resultado final dos pleitos.
“Os 30 anos da urna eletrônica têm um significado muito importante para a democracia brasileira, porque representam a consolidação de um sistema seguro, ágil e confiável, essencial para assegurar a vontade soberana do eleitor.”
José Vinícius Veloso, secretário da STIC, ao saudar os participantes, dedicou um reconhecimento especial a Ivany Mesquita, secretária de Informática em 1996, mencionando sua influência decisiva em sua carreira.
“Provavelmente, continuo aqui por causa dela. Pouco tempo depois de assumir o cargo, fui até sua sala porque pretendia deixar o serviço público para atuar na iniciativa privada. Na ocasião, sabiamente, ela me aconselhou a pedir uma licença, e assim o fiz. Essa atitude demonstra o cuidado que ela transmite às pessoas.”
Veloso prosseguiu, relembrando os avanços tecnológicos da Justiça Eleitoral e apontou que a urna eletrônica surgiu como uma solução direta para as fraudes que previamente comprometiam os processos eleitorais brasileiros, reforçando a segurança em todas as fases da votação e apuração. Ele também abordou a questão da não adoção universal da urna eletrônica.
“Muitas vezes, somos questionados sobre o motivo de a urna eletrônica não ser adotada em outros países. Cada nação possui uma realidade e uma cultura que influenciam diretamente o seu sistema eleitoral. No caso do Brasil, a urna eletrônica surgiu como solução para problemas concretos enfrentados no processo de votação. Portanto, ela não foi criada apenas como símbolo de modernidade, mas por necessidade.”
José Cassimiro Júnior, coordenador de Eleições Informatizadas e Segurança Cibernética (Coesc), ressaltou que a introdução da urna eletrônica na Paraíba foi viabilizada pelo esforço e dedicação de indivíduos com atuação fundamental. Ele destacou nomes como Ivany Mesquita e o desembargador Alcides Orlando de Moura Jansen.
“A doutora Ivany, secretária de Informática no ano da implantação do voto eletrônico, é uma mulher visionária e de grande capacidade administrativa, que nos conduziu com maestria naquele momento histórico. O desembargador Alcides Orlando de Moura Jansen, diretor-geral do TRE-PB em 1996, também teve papel fundamental nas articulações junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ampliar a utilização da urna eletrônica na Paraíba. Outro nome que não poderia deixar de mencionar é o de Paulo César Camarão, que assumiu a Secretaria de Informática do TSE durante a presidência do ministro Carlos Velloso.”
Finalizando, José Cassimiro leu uma mensagem escrita pelo servidor Adailton Ventura, que recordou o cenário da época da implantação e a transformação tecnológica promovida pela Justiça Eleitoral ao longo das últimas três décadas.





