MP da Paraíba Investiga Edvaldo Neto: Uso de Verba da Câmara para Influenciar Julgamento que Cassou André Coutinho é Apurado

Ministério Público apura se Edvaldo Neto usou recursos da Câmara de Cabedelo para interferir em julgamento de André Coutinho

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu duas investigações para apurar o comportamento do prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante). As apurações visam determinar se ele utilizou de forma indevida os recursos da Câmara Municipal com o objetivo de influenciar o resultado de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral que culminou na cassação do ex-prefeito André Coutinho.

As denúncias apontam para uma viagem a Brasília, realizada em outubro de 2025, que teria sido custeada com verbas públicas. Segundo o MP, o propósito real da viagem seria a contratação de um escritório de advocacia para atuar no caso de André Coutinho, configurando um possível desvio de finalidade na aplicação dos recursos.

As investigações, conduzidas pelo promotor Ronaldo Guerra, da 4ª Promotoria de Justiça de Cabedelo, também envolvem Fernando Sobrinho, que na época ocupava o cargo de Secretário Municipal de Indústria e Comércio, e Diego Carvalho. O MPPB busca esclarecer as circunstâncias e a legalidade dos atos praticados.

Viagem a Brasília sob suspeita de tráfico de influência

Conforme apurado pelo MPPB, após a viagem a Brasília, surgiram vídeos que indicariam tratativas relacionadas ao julgamento que cassou André Coutinho. O conteúdo desses vídeos levanta suspeitas sobre a real finalidade da viagem, que teria sido justificada como parte de uma “agenda institucional”.

O promotor Ronaldo Guerra destacou em seu documento que os interlocutores nos vídeos fariam menções a “garantir” um determinado resultado, além de citarem “acesso” e ações para “mexer os pauzinhos”. Essas circunstâncias, embora ainda em fase de aprofundamento investigatório, levantam sérias preocupações quanto à moralidade administrativa.

Gastos elevados com passagens e diárias sob escrutínio

Edvaldo Neto, o prefeito afastado, é acusado de ter utilizado cerca de mais de 7 mil reais em passagens aéreas e diárias para custear essa viagem. Para o Ministério Público, essa quantia, dentro do contexto apresentado, configura um **desvio de finalidade** na utilização de verbas públicas.

A viagem em questão ocorreu no dia 09 de outubro de 2025. A justificativa oficial apresentada foi de “agenda institucional”, mas as evidências coletadas pelo MPPB sugerem um propósito diferente e potencialmente ilegal, visando interferir no processo judicial que levou à cassação de André Coutinho.

Investigação abrange outros nomes além de Edvaldo Neto

O inquérito instaurado pelo MPPB não se limita apenas a Edvaldo Neto. Fernando Sobrinho, então Secretário Municipal de Indústria e Comércio, e Diego Carvalho também estão sob investigação. A participação de ambos nas supostas articulações para influenciar o julgamento está sendo apurada detalhadamente.

O objetivo do Ministério Público é garantir a lisura dos processos e a correta aplicação dos recursos públicos. A investigação busca esclarecer todas as pontas soltas e determinar as responsabilidades de cada envolvido nas ações investigadas.

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