Presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro, representação da polarização política nas eleições de 2026

Avanço da polarização eleitoral: Lula e Flávio Bolsonaro solidificam lideranças no primeiro turno de 2026, com 72% dos votos concentrados e rejeição em patamar crítico, segundo nova pesquisa quaest

Novos dados da Quaest revelam Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 33% das intenções de voto para 2026, indicando polarização e oscilações dentro da margem de erro. Rejeição elevada entre líderes.

Nova pesquisa quaest detalha o movimento de votos e o perfil dos eleitores na corrida presidencial de 2026, apontando estratégias e desafios em um cenário de alta polarização

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve sua dianteira na disputa eleitoral de 2026, atingindo 39% das intenções de voto no primeiro turno. Flávio Bolsonaro (PL) se posiciona como o segundo colocado, com 33%. Ambos registraram uma ligeira ascensão em comparação com a apuração anterior, realizada em abril, onde Lula detinha 37% e Bolsonaro 32%. Os resultados, divulgados pela Quaest, demonstram que as variações estão dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Outros candidatos, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), aparecem com 4% cada, conforme dados da pesquisa Quaest para a Genial Investimentos.

As oscilações individuais apontam Lula com dois pontos a mais e Flávio Bolsonaro com um ponto percentual a mais. Ronaldo Caiado, que em abril tinha 6%, agora registra dois pontos a menos, enquanto Romeu Zema aumentou um ponto, saindo de 3% no mês anterior. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, analisou o cenário atual:

“No cenário estimulado de 1º turno, Lula chega a 39% e Flávio a 33%. Ou seja, a polarização consome 72% das intenções de voto neste momento.”

Os números detalhados da Quaest para o primeiro turno em maio de 2026 revelam:

  • Lula (PT): 39% (eram 37% em abril)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 33% (eram 32%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 6%)
  • Romeu Zema (Novo): 4% (eram 3%)
  • Renan Santos (Missão): 2% (mantém 2%)
  • Augusto Cury (Avante): 1% (eram 2%)
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 1% (mantém 1%)
  • Samara Martins (UP): 1% (mantém 1%)
  • Aldo Rebelo (DC): 0% (não pontuou na pesquisa anterior)
  • Hertz Dias (PSTU): 0% (não estava na pesquisa anterior)
  • Indecisos: 5%
  • Branco/nulo/não vai votar: 10%

A pesquisa da Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 8 e 11 de maio. O nível de confiança estabelecido para o estudo é de 95%, e seu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-03598/2026.

Voto segmentado por perfis revelam distintas bases de apoio

O levantamento da Quaest também delineou o comportamento de voto conforme o perfil dos entrevistados.

  • Por região: Lula apresenta maior força no Nordeste (58%) e menor no Sul (28%), enquanto Flávio Bolsonaro tem o melhor desempenho no Sul (40%) e o mais fraco no Nordeste (26%). Caiado se destaca no Centro-Oeste e Norte (12%), e Zema, no Sudeste (8%).
  • Por sexo: Lula obtém 42% entre mulheres e 38% entre homens. Flávio Bolsonaro inverte a tendência, com 28% entre mulheres e 39% entre homens.
  • Por religião: O atual presidente capta 48% dos votos católicos, mas apenas 25% dos evangélicos. O senador do PL, Flávio Bolsonaro, atrai 49% dos evangélicos e 28% dos católicos.
  • Por idade: Lula concentra mais votos entre os eleitores com 60 anos ou mais (47%), seguido pelas faixas de 35 a 59 anos (40%) e 16 a 34 anos (34%). Flávio Bolsonaro, por sua vez, mantém uma intenção de voto estável de 33% em todas as faixas etárias pesquisadas.
  • Por escolaridade: Lula tem maior preferência entre quem estudou até o Ensino Fundamental (49%), com taxas menores entre quem tem Ensino Médio (34%) e Ensino Superior (30%). Flávio Bolsonaro pontua mais entre eleitores com Ensino Médio (36%) e Superior (35%), e menos no Fundamental (30%).
  • Por renda: Lula registra 47% entre aqueles que recebem até dois salários mínimos (atualmente R$ 1.621), 37% entre dois e cinco salários mínimos, e 31% entre os que ganham acima de cinco salários mínimos. Flávio Bolsonaro se destaca no grupo de maior renda, com 39% entre quem recebe mais de cinco salários mínimos, 34% entre dois e cinco, e 26% entre aqueles que ganham até dois salários mínimos.

Posicionamento político e certeza do voto

A Quaest detalha ainda a intenção de voto de acordo com o posicionamento político, revelando a fidelidade dos eleitores:

  • Voto em Lula: 94% dos lulistas, 77% da esquerda não lulista, 26% dos independentes, 6% da direita não bolsonarista e 2% dos bolsonaristas.
  • Voto em Flávio Bolsonaro: 0% dos lulistas, 4% da esquerda não lulista, 18% dos independentes, 74% da direita não bolsonarista e 90% dos bolsonaristas.

A pesquisa também indicou um aumento na certeza do voto. Atualmente, 63% dos eleitores consideram sua decisão definitiva, um avanço em relação aos 57% registrados em abril. Para 37% dos entrevistados, a escolha ainda pode ser alterada até outubro, número que era de 43% no mês anterior.

Rejeição e conhecimento dos candidatos

No quesito rejeição, Lula e Flávio Bolsonaro apresentam os maiores índices. O presidente é rejeitado por 53% dos eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro tem 54% de rejeição. Em abril, esses números eram de 55% e 52%, respectivamente. Ronaldo Caiado possui 32% de rejeição e Romeu Zema, 27%.

Em relação ao conhecimento dos candidatos e potencial de voto, os dados são:

  • Lula: 3% não o conhecem, 44% o conhecem e poderiam votar, 53% o conhecem e não votariam de jeito nenhum.
  • Flávio Bolsonaro: 7% não o conhecem, 39% o conhecem e poderiam votar, 54% o conhecem e não votariam de jeito nenhum.
  • Ronaldo Caiado: 49% não o conhecem, 19% o conhecem e poderiam votar, 32% o conhecem e não votariam de jeito nenhum.
  • Romeu Zema: 52% não o conhecem, 21% o conhecem e poderiam votar, 27% o conhecem e não votariam de jeito nenhum.

Os demais pré-candidatos apresentam índices de desconhecimento significativamente maiores e menores potenciais de voto, com percentuais de “não conhece” variando entre 66% (Cabo Daciolo) e 92% (Hertz Dias), e o potencial de voto oscilando entre 1% e 7%.

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