
Mercado financeiro respira aliviado com dólar abaixo de R$ 5 e bolsa em alta
Após um dia de forte volatilidade na véspera, o mercado financeiro brasileiro apresentou uma recuperação parcial nesta quinta-feira (14). O **dólar comercial voltou a ser negociado abaixo da marca de R$ 5**, encerrando o dia a R$ 4,986, com recuo de 0,45%. A bolsa de valores, por sua vez, interrompeu uma sequência de três dias de perdas e o índice Ibovespa avançou 0,72%, impulsionado principalmente por ações de peso como Petrobras e bancos.
A melhora no humor dos investidores foi influenciada tanto por fatores domésticos quanto pelo cenário internacional. Internamente, a repercussão de questões políticas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro parece ter perdido força, permitindo um reajuste nas expectativas do mercado. Externamente, sinais de distensão entre Estados Unidos e China trouxeram um ambiente mais favorável ao risco global, beneficiando os ativos brasileiros.
A desvalorização do dólar nesta quinta-feira devolveu parte da expressiva alta registrada na quarta-feira, quando a moeda americana chegou a subir mais de 2%. Analistas apontam que a forte valorização na sessão anterior pode ter sido, em parte, reflexo de realização de lucros, considerando a forte valorização acumulada pelo real em períodos anteriores. Conforme informação divulgada pelo G1, a divisa americana ainda acumula valorização de 1,89% na semana e 0,68% em maio, apesar do recuo do dia.
Bolsa de Valores reage positivamente com suporte de grandes empresas
O índice Ibovespa, principal termômetro da bolsa brasileira, registrou um **avanço de 0,72%, alcançando 178.365 pontos**. Esse movimento positivo acompanhou o desempenho das bolsas em Nova York e marcou o fim de um período de três sessões consecutivas de quedas para o índice brasileiro. A sustentação veio principalmente das ações da Petrobras, que possuem grande peso no indicador.
As ações ordinárias da Petrobras tiveram uma valorização de 0,82%, enquanto os papéis preferenciais subiram 0,96%. O setor bancário também contribuiu para o desempenho positivo do Ibovespa. Apesar da recuperação desta quinta-feira, o índice ainda acumula uma queda de 3,12% na semana e de 4,78% no mês, mas mantém uma alta de 10,70% no acumulado do ano.
Cenário externo favorável contribui para o alívio no mercado
No cenário internacional, o mercado acompanhou com otimismo os indicativos de progresso nas conversas entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. A possibilidade de a China se manifestar favoravelmente à manutenção da navegação no Estreito de Ormuz, uma rota comercial crucial para o petróleo global, foi vista como um ponto positivo. Isso contribuiu para um **ambiente de maior apetite ao risco global**.
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam em alta, impulsionados também por dados robustos de vendas no varejo, que reforçaram a percepção de resiliência da economia americana. Esse cenário externo mais positivo ajudou a mitigar preocupações e a impulsionar os ativos de risco, como as ações brasileiras.
Petróleo opera estável em meio a tensões e expectativas de produção
O preço do petróleo encerrou o dia em leve alta, em uma sessão marcada pela volatilidade decorrente das tensões no Oriente Médio. O barril do Brent para julho subiu 0,09%, negociado a US$ 105,72, enquanto o barril WTI para junho avançou 0,15%, a US$ 101,17. Relatos sobre uma embarcação ter sido levada para águas iranianas próximo aos Emirados Árabes Unidos aumentaram a apreensão sobre o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Apesar das preocupações geopolíticas, investidores também monitoraram a possibilidade de um **aumento na produção pela Opep+**, em uma tentativa de compensar os impactos da crise na oferta global. Essa dinâmica complexa manteve os preços do petróleo em patamares elevados, mas com certa estabilidade no fechamento do dia, conforme informações da Reuters.



