
Hospital de Trauma de Campina Grande renova e amplia ala de queimados para garantir atendimento eficiente durante festividades juninas
O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, reforçou sua estrutura de atendimento para a ala de queimados, visando a alta demanda prevista para as festas de São João de 2026. A iniciativa visa lidar com o aumento sazonal de pacientes que sofrem queimaduras em decorrência de fogos de artifício, fogueiras e outros acidentes típicos do período junino. Segundo o diretor-geral da unidade, Mateus Pedroso, o mês de junho representa um aumento significativo nos casos, tornando este um setor particularmente sensível dentro da instituição. A declaração foi feita em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM.
Para otimizar o cuidado, o hospital realizou uma completa readequação da enfermaria destinada a pacientes queimados. A antiga configuração apresentava limitações, especialmente pela distância do bloco cirúrgico, o que dificultava a realização de procedimentos complexos que demandam sedação. A nova ala, descrita como totalmente nova e equipada, agora está localizada adjacente ao bloco cirúrgico, facilitando a execução de intervenções mais complexas e agilizando o atendimento.
“Nós fizemos toda a readequação da enfermaria de queimados. Hoje temos uma ala 100% nova, totalmente equipada e localizada ao lado do bloco cirúrgico”, explicou Mateus Pedroso. Os novos leitos oferecem suporte completo de oxigênio e infraestrutura especializada, apta a tratar desde casos moderados até pacientes classificados como grandes queimados. Essa proximidade com a área cirúrgica é crucial para a realização de curativos sob sedação, aumentando a segurança e a eficiência do cuidado prestado.
Complementando a melhoria da infraestrutura física, o hospital conta com uma equipe multidisciplinar experiente no tratamento de queimaduras. Esta equipe inclui cirurgiões plásticos e profissionais dedicados ao Centro de Tratamento de Queimados (UTQ). “Temos toda uma equipe voltada para esse atendimento. É um trabalho muito delicado porque muitos desses pacientes ficam com sequelas físicas e emocionais”, ressaltou o diretor. Ele enfatizou a importância do trabalho delicado necessário, considerando as possíveis sequelas físicas e emocionais que os pacientes podem desenvolver.
Apesar da preparação da unidade, Mateus Pedroso reforçou que a prevenção e a educação da população são os pilares fundamentais para a redução dos acidentes com queimaduras. “O tratamento desses acidentes é a prevenção, e a prevenção se dá através da educação”, destacou, sublinhando que a conscientização é a principal ferramenta para evitar que os incidentes ocorram.





