Comandante da PM-PB, Coronel Ronildo, aborda cooperação com EUA no combate a facções criminosas, mas reforça a soberania nacional
O comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, Coronel Ronildo, declarou que a cooperação dos Estados Unidos no combate às facções criminosas é bem-vinda, desde que respeite a soberania do Brasil. A declaração foi feita em entrevista ao programa Hora H, da TV Norte Paraíba.
Ele ressaltou a importância de olhar a questão por dois ângulos: o da soberania nacional e o da colaboração internacional. O Coronel Ronildo enfatizou que o Brasil tem condições de combater a criminalidade por conta própria, mas que uma parceria com os EUA, caso se concretize, deve ser pautada pelo respeito à autonomia do país.
“Se houver por parte dos Estados Unidos de colaboração, mas respeitando a soberania seria excelente. Mas usar desse artifício para quebrar a soberania desse país, alegando uma facção como terrorista. Nosso país tem condições sim de combater a criminalidade”, afirmou o comandante, conforme divulgado pela MaisPB.
A necessidade de legislação rigorosa e investimento em tecnologia
Coronel Ronildo defendeu a necessidade de uma legislação mais rigorosa e aperfeiçoada para um combate efetivo às facções criminosas. Segundo ele, é fundamental que o poder público, tanto estadual quanto nacional, trabalhe de forma integrada para impedir o avanço do crime organizado no país.
Ele destacou a importância de investimentos massivos em tecnologia e inteligência policial. Essa união de esforços, na visão do comandante, é crucial para fortalecer as ações de combate às organizações criminosas e garantir a segurança da população.
Cooperação internacional: um bem-vindo auxílio, com ressalvas
A decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como grupos terroristas abre margem para ações mais duras por parte dos norte-americanos. O comandante-geral da PM-PB avalia que o Brasil e a Paraíba possuem profissionais capacitados para realizar esse combate internamente.
Apesar de ponderar o receio de interferência na soberania nacional, ele admitiu que uma possível cooperação dos Estados Unidos seria benéfica. “Se os Estados Unidos quiser vir ajudar, será bem-vindo para o combate às facções criminosas”, concluiu o Coronel Ronildo.
Brasil tem capacidade própria para combater o crime, mas cooperação é vista com bons olhos
O comandante da PM-PB reiterou a confiança na capacidade brasileira de lidar com o crime organizado. Ele vê a cooperação internacional como um complemento, e não como uma substituição às forças nacionais de segurança pública. A prioridade, segundo ele, é sempre a preservação da soberania e da autonomia decisória do Brasil.
A colaboração com outros países, como os Estados Unidos, pode trazer benefícios em termos de troca de informações e tecnologias. No entanto, o Coronel Ronildo foi enfático ao dizer que qualquer ajuda deve ser oferecida e recebida dentro dos limites estabelecidos pela Constituição brasileira, garantindo que o controle das ações permaneça nas mãos do país.



