
Onze governadores deixam o cargo para concorrer em 2026; Senado e Presidência são alvos principais
Onze governadores de estados e do Distrito Federal renunciaram aos seus cargos, cumprindo o prazo de desincompatibilização para disputar as eleições de 2026. A decisão força os mandatários locais a anteciparem suas saídas para poderem se candidatar em outubro. A maioria dos que deixaram o governo estava em seu segundo mandato e, portanto, impedida de buscar a reeleição para o mesmo cargo.
A maioria dos que deixaram o governo estava em seu segundo mandato e, portanto, impedida de buscar a reeleição para o mesmo cargo. Caso seguissem até o fim do mandato, teriam que aguardar dois anos para concorrerem em pleitos municipais, em 2028. Os governadores que renunciaram buscam agora uma vaga no Senado Federal, que se configura como um importante palco de disputa ideológica, ou a Presidência da República.
Oito dos governadores que renunciaram já anunciaram ou são cotados para concorrer ao Senado. Entre os apoiados pelo presidente Lula, estão Helder Barbalho (MDB) no Pará, João Azevêdo (PSB) na Paraíba e Renato Casagrande (PSB) no Espírito Santo. No espectro alinhado a Flávio Bolsonaro, são esperados apoios a Antonio Denarium (PP) em Roraima e Mauro Mendes (União Brasil) no Mato Grosso.
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), também figura na lista de pretendentes ao Senado. No entanto, ele enfrenta um cenário de inelegibilidade, decorrente de uma decisão do TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Castro declarou que pretende recorrer da decisão e manter sua candidatura.
Além das disputas pelo Senado, dois ex-governadores almejam a Presidência da República. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) deixaram os governos de Minas Gerais e Goiás, respectivamente, para se lançarem na corrida presidencial contra Lula e Flávio Bolsonaro.
Lista de governadores que renunciaram para disputar eleições em 2026
- Antonio Denarium (PP-RR) – Senado por Roraima
- Cláudio Castro (PL-RJ) – Senado pelo Rio de Janeiro
- Gladson Camelí (PP-AC) – Senado pelo Acre
- Helder Barbalho (MDB-PA) – Senado pelo Pará
- Ibaneis Rocha (MDB-DF) – Senado pelo Distrito Federal
- João Azevêdo (PSB-PB) – Senado pela Paraíba
- Mauro Mendes (União Brasil-MT) – Senado pelo Mato Grosso
- Renato Casagrande (PSB-ES) – Senado pelo Espírito Santo
- Romeu Zema (Novo-MG) – Presidência da República
- Ronaldo Caiado (PSD-GO) – Presidência da República
- Wilson Lima (União Brasil-AM) – Senado pelo Amazonas
Quem tentará a reeleição e quem cumprirá o mandato
Enquanto 11 governadores deixaram seus cargos, oito devem buscar a reeleição em seus estados, e outros oito seguirão até o fim do mandato em 2026, ficando sem cargo a partir de 2027. Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, que cogitou disputar a presidência, optou pela reeleição em seu estado.
O número de governadores que renunciaram neste ciclo eleitoral é superior ao de eleições nacionais anteriores; em 2022, cinco deixaram o cargo, e em 2018, foram quatro. A permanência no cargo até o fim do mandato, para alguns, foi uma alternativa diante de movimentações políticas. É o caso do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), que desistiu de concorrer à Presidência após Ronaldo Caiado ser escolhido pelo PSD. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, também viu sua possibilidade de disputar o Palácio do Planalto ser encerrada.
Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte, decidiu cumprir o mandato integralmente após um rompimento com o vice-governador Walter Alves (MDB), que pretendia apoiar um candidato de oposição ao PT no estado. Para evitar que o cargo ficasse com um adversário, ela optou por permanecer.
Governadores que tentarão a reeleição
- Clécio Luís (União Brasil) – Amapá
- Eduardo Riedel (PP) – Mato Grosso do Sul
- Elmano de Freitas (PT) – Ceará
- Fábio Mitidieri (PSD) – Sergipe
- Jerônimo Rodrigues (PT) – Bahia
- Jorginho Mello (PL) – Santa Catarina
- Rafael Fonteles (PT) – Piauí
- Raquel Lyra (PSD) – Pernambuco
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) – São Paulo
Governadores que cumprirão o mandato até o fim
- Carlos Brandão (sem partido) – Maranhão
- Eduardo Leite (PSD) – Rio Grande do Sul
- Fátima Bezerra (PT) – Rio Grande do Norte
- Marcos Rocha (PSD) – Rondônia
- Paulo Dantas (MDB) – Alagoas
- Ratinho Junior (PSD) – Paraná
- Wanderlei Barbosa (Republicanos) – Tocantins





