Agentes de Limpeza em Greve? Sindicato Aponta Falta de Propostas “Que Contemplem a Categoria” Após Seis Semanas de Negociação

Greve na limpeza urbana pode se concretizar devido à falta de acordo entre sindicato e empresas.

A possibilidade de uma greve na limpeza urbana ganha força após o sindicato dos trabalhadores apresentar insatisfação com as propostas das empresas. Após semanas de negociação, o presidente do Sindlimp-PB, Radamés Cândido, declarou que as ofertas atuais não são suficientes para a categoria.

A declaração foi feita em entrevista ao programa Hora H, da Rádio POP FM e Rede Mais, onde Cândido detalhou os impasses. Ele ressaltou que as empresas apresentaram uma proposta de reajuste salarial de apenas 4,11%, considerada insuficiente pelo sindicato, que inicialmente pedia 10%.

O líder sindical também apontou problemas internos entre as duas empresas responsáveis pela limpeza urbana na capital, descrevendo uma “falta de harmonia” e discussões internas que prejudicam o andamento das negociações. Conforme informação divulgada pelo MaisPB, o sindicato busca um acordo que contemple a categoria, evitando assim a paralisação dos serviços essenciais.

Proposta salarial é ponto central de discórdia

Segundo Radamés Cândido, as negociações se arrastam há seis semanas sem avanços significativos. “As empresas não avançaram em propostas quase nenhuma. Se mantiveram numa proposta de 4,11%”, afirmou o presidente do Sindlimp-PB.

O sindicato, por sua vez, tentou negociar um reajuste de 10%, mas as empresas não demonstraram flexibilidade. A expectativa é que, se as empresas apresentarem uma nova proposta de reajustes salariais que **”contemplem a categoria verdadeiramente, com o 5 por 2″**, a assembleia possa aprovar o fim da ameaça de greve.

Falta de harmonia entre empresas dificulta acordo

Um dos pontos levantados pelo sindicato é a dificuldade em dialogar com as empresas devido a desentendimentos internos. “Faltou harmonia”, disse Cândido, explicando que as empresas demonstram pouca capacidade de diálogo entre si.

“Toda reunião eles próprios não sentavam e não discutiam as coisas, ficava um batendo com o outro”, relatou o presidente do sindicato, evidenciando a falta de alinhamento que tem emperrado o processo de negociação e a busca por um acordo satisfatório para os trabalhadores da limpeza urbana.

Assembleia definirá os próximos passos da paralisação

A decisão final sobre a continuidade ou não da greve na limpeza urbana dependerá da resposta das empresas nas próximas negociações. O sindicato demonstra abertura para um acordo, mas reforça a necessidade de propostas que valorizem os trabalhadores.

Caso as empresas apresentem uma nova proposta que atenda às demandas da categoria, o sindicato acredita que a assembleia votará pelo encerramento do movimento grevista. No entanto, a **insatisfação com a proposta atual** de 4,11% e a falta de avanços mantêm a possibilidade de paralisação em aberto.

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