Fachada do Presídio Especial do Valentina em João Pessoa, Paraíba.

Pediatra Condenado por Estupro de Crianças Retorna ao Presídio em João Pessoa Após Fim da Prisão Domiciliar

Médico pediatra condenado por estupro de vulnerável volta a cumprir pena em presídio de João Pessoa após expirar período de prisão domiciliar.

Médico pediatra, sentenciado duas vezes por estupro contra crianças, reassume pena em presídio na capital paraibana após 180 dias em domicílio.

O médico pediatra Fernando Cunha Lima, que possui duas condenações por estupro contra crianças, retornou nesta sexta-feira (5) ao cumprimento de pena no Presídio Especial do Valentina, localizado em João Pessoa. A volta ao regime fechado ocorre após o término do período de 180 dias em prisão domiciliar.

A defesa do profissional protocolou um pedido de prorrogação da prisão domiciliar. O objetivo, segundo o advogado Lucas Mendes, é manter o pediatra em sua residência por razões de saúde. A Justiça da Paraíba ainda não estabeleceu um prazo para analisar a solicitação.

As condenações foram por estupro de vulnerável. Como os crimes ocorreram em ocasiões distintas, foram tratados como casos separados, resultando na aplicação do entendimento de concurso material. Essa decisão fixou a pena total em 20 anos de reclusão, a serem cumpridos em regime fechado.

A Justiça também decidiu pela absolvição do médico em relação à acusação de estupro contra uma outra menor de idade. O motivo foi a insuficiência probatória, conforme o princípio do “em dúvida, pró réu”, que indica que as provas apresentadas não atingiram o nível de certeza necessário para uma condenação.

Fernando Cunha Lima tornou-se réu em agosto de 2024, quando a primeira denúncia contra ele foi aceita pela Justiça da Paraíba, que na época negou o pedido de prisão preventiva. A ordem de prisão só foi decretada em 5 de novembro de 2024. A Polícia Civil tentou cumprir o mandado no mesmo dia, mas não localizou o acusado, que passou a ser considerado foragido até sua captura meses depois.

Ele havia sido denunciado por estupro contra seis de suas pacientes. A primeira queixa formal ocorreu em 25 de julho de 2024. A mãe de uma das crianças relatou ter presenciado o toque nas partes íntimas de sua filha no consultório, levando-a a retirar os filhos do local e registrar a ocorrência na delegacia.

Após a primeira denúncia, outras vítimas procuraram a Polícia Civil. Entre elas, uma sobrinha do médico que relatou ter sido abusada em 1991, embora não tenha formalizado uma denúncia na época, o episódio causou um rompimento familiar.

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