Brasil não abaixa a cabeça: Durigan defende soberania nacional e Pix como patrimônio estratégico contra interferências globais

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressalta a importância da soberania brasileira em meio a pressões internacionais e defende a proteção do Pix.

Em um cenário de recentes barreiras comerciais e aumento de tarifas impostas por outros países, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou com veemência a defesa da soberania nacional. A declaração foi feita durante a abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio do Itamaraty.

“O Brasil não abaixa a cabeça para ninguém, e a gente defende a nossa política econômica pelo mundo”, afirmou Durigan, sinalizando a postura firme do país nas relações internacionais e na condução de suas políticas.

A fala do ministro ganha ainda mais relevância ao abordar a proteção de ativos estratégicos nacionais. O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, foi destacado como um patrimônio que deve permanecer sob estrita governança do Estado brasileiro, livre de interferências externas.

Conforme informação divulgada pelo Ministério da Fazenda, Durigan enfatizou: “A primeira demanda, a primeira tarefa que eu tenho é proteger a soberania ao lado do presidente Lula, em especial no nosso Pix.” A declaração reforça o compromisso do governo em salvaguardar inovações que se tornaram referência global.

Pix: Um patrimônio brasileiro sob proteção estatal

O reconhecimento do Pix como marca de alto renome pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) foi celebrado durante o evento. O presidente Lula, ao lado de ministros, exibiu uma placa com a frase “O Pix é do Brasil”, simbolizando a apropriação e o orgulho nacional sobre a tecnologia.

O ministro Durigan reiterou que o Pix é um exemplo de como o Brasil pode liderar em inovação e bancarização, e que sua proteção é uma prioridade para evitar qualquer tipo de interferência global em sua gestão e funcionamento.

Respeito e protagonismo global do Brasil

Durigan relatou suas agendas recentes em fóruns internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, o G20 e o G7. Segundo ele, a comunidade internacional reconhece a liderança brasileira em debates econômicos, ambientais e de transição energética.

“O Brasil é liderança mundial e a gente não abre mão de ser tratado com respeito e tratar com respeito a todos os países, a todas as outras comunidades e culturas do mundo”, declarou o ministro, defendendo um tratamento igualitário nas relações globais.

Agenda social e combate às desigualdades

Em outra frente, o ministro abordou pautas de apelo social, como a escala de trabalho 6×1. Durigan destacou que esse modelo perpetua a desigualdade, sobrecarregando trabalhadores de menor remuneração, negros e mulheres que acumulam dupla jornada.

“Quem já está na escala 5 por 2 é quem ganha mais, teve tempo e muitas vezes oportunidade familiar de estudar por mais tempo. E quem está na escala 6 por 1 são os trabalhadores mais mal remunerados, trabalhadores negros, mulheres e que ainda acumulam o trabalho com afazeres domésticos e outras responsabilidades, que ficam sobrecarregados”, explicou.

A Câmara dos Deputados já aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala 6×1, instituindo dois dias de descanso semanais e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição salarial. A proposta segue para tramitação no Senado.

Aperto nas apostas online e combate ao crime organizado

Durigan também comparou o tratamento dado às casas de apostas online em gestões anteriores e no governo atual. Ele afirmou que, anteriormente, elas “tinham a mesma imunidade que as igrejas”, mas que agora “as bets pagam mais do que a média dos setores empresariais e, hoje, passam os dados e estão sendo fiscalizadas”.

Essa fiscalização já resultou na derrubada de mais de 30 mil empresas irregulares e na proibição do uso de cartões de crédito para apostas, visando proteger o orçamento familiar. Além disso, foi anunciado um plano de cooperação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o governo norte-americano para atacar o fluxo financeiro de facções criminosas, com o objetivo de “asfixiar esse mal que segue causando graves prejuízos à nossa comunidade”, como concluiu o ministro.

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