Romeu Zema em pronunciamento sobre eleições 2026, com foco em suas restrições políticas e propostas econômicas.

Romeu Zema choca o cenário político ao declarar preferência por Bolsonaro em meio a atritos na direita, mirando Lula como principal adversário e revelando planos audaciosos para a economia nacional

Romeu Zema (Novo) afirma ter mais restrições ao presidente Lula que a Flávio Bolsonaro, mesmo após atritos recentes na direita. Detalhes sobre propostas de privatização e corte de impostos.

Pré-candidato à presidência da república (Novo) prioriza confronto político com o atual governo, delineando propostas de privatizações e redução de impostos

O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou nesta quarta-feira ter mais restrições ideológicas e programáticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração surge em um período de intensos atritos públicos entre o Novo e o Partido Liberal, marcados por troca de críticas nas redes sociais e até o cancelamento de um convite para Zema em um evento do PL em Santa Catarina, conforme reportado pelo g1.

Os embates na esfera da direita se acentuaram após Zema ter criticado abertamente um pedido de recursos feito por Flávio Bolsonaro ao Banco Master. No entanto, o governador de Minas Gerais e pré-candidato buscou minimizar o impacto dessas divergências internas em uma entrevista à rádio Correio FM, onde projetou uma união futura.

“Eu tenho restrições muito maiores com relação ao Lula do que com o Flávio Bolsonaro. No segundo turno a direita estará toda unida contra a esquerda”

Ao abordar novamente o episódio do Banco Master, o político do Novo reiterou sua defesa pela privatização de estatais. Zema pontuou que, na sua visão, apenas instituições públicas mantiveram negócios com a referida instituição financeira, sugerindo uma vulnerabilidade inerente ao setor estatal.

“Nenhum banco privado, nenhum instituto de previdência privado colocou dinheiro no Master. Foi só banco estatal e instituto de previdência estatal que fizeram negócios com o Master. Então fica muito claro. E eu quero privatizar tudo. Aquilo que o brasileiro precisa de saúde, de educação, de segurança pública vai receber mais atenção e mais recurso”

Adicionalmente, Romeu Zema apresentou propostas para o setor de energia, com foco na atração de data centers para o Brasil. Ele visualiza uma oportunidade perdida pelo país e sugere um incentivo fiscal agressivo para empresas de tecnologia.

“Hoje, o mundo está instalando data centers em todo lugar. E o Brasil está perdendo uma grande oportunidade. Por quê? Porque aqui, a nossa energia é uma das mais baratas do mundo. Mas, com o Lula colocando imposto em cima de imposto, ela fica uma das mais caras. E o que eu vou propor é, traga o seu data center para o Brasil, que quem está lá aqui vai ficar X anos, 20 anos, sem ter imposto sobre energia elétrica”

No âmbito da política tributária, o pré-candidato reforçou seu compromisso com a redução de impostos em nível nacional, contrastando com a percepção de aumento da carga tributária. Ele lembrou sua gestão em Minas Gerais como exemplo de governança fiscal rigorosa.

“O brasileiro só está vendo aumento de impostos. E eu vou na direção contrária. Apesar de governar um Estado com muita dificuldade financeira, lembrando que eu peguei um Estado quebrado, eu consegui governar sem aumentar qualquer tipo de imposto do Estado. E no Brasil eu quero reduzir”

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