
Auditores do Trabalho mediam acordo inédito e reduzem jornada para 1.300 trabalhadores da limpeza urbana em João Pessoa
Um acordo coletivo de trabalho pioneiro foi formalizado na Paraíba, garantindo a redução da jornada semanal para cerca de 1.300 empregados do setor de limpeza urbana de João Pessoa. A nova carga horária passará de 44 para 42 horas semanais, com a alteração da escala de trabalho de 6×1 para 5×2. A informação é da Superintendência Regional do Trabalho na Paraíba (SRTE-PB).
A implementação das novas condições de trabalho iniciará gradualmente a partir de agosto, com a previsão de conclusão em dezembro deste ano, momento em que todos os profissionais beneficiados estarão sob as novas regras. As negociações foram conduzidas ao longo de seis semanas e envolveram o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio, Conservação, Limpeza Urbana e Locação de Mão de Obra da Paraíba (Sindlimp-PB) e as empresas TECHSOL e INOVAR.
O entendimento alcançado foi mediado por Auditores Fiscais do Trabalho, que atuaram para garantir segurança jurídica e equilíbrio nas relações entre empregadores e empregados. Esse modelo de negociação coletiva, com a atuação mediadora dos Auditores do Trabalho, é visto como fundamental para a construção de soluções consensuais que promovam melhores condições e valorização profissional, sem comprometer a sustentabilidade das atividades econômicas do setor.
A expectativa da categoria é que o sucesso deste acordo em João Pessoa sirva de modelo para negociações em outros municípios paraibanos. Pautas semelhantes já estão em discussão em cidades como Campina Grande, Santa Rita e Cabedelo, indicando um possível avanço para trabalhadores de outras localidades.
Para os Auditores do Trabalho, a redução da jornada representa uma conquista significativa, proporcionando aos trabalhadores da limpeza urbana mais tempo para descanso, convívio familiar, estudos e atividades pessoais. A mudança na escala de trabalho também visa ampliar os períodos de recuperação física e mental, essenciais para a execução de um serviço fundamental para a saúde pública e a manutenção da organização urbana.




