Dinheiro Esquecido em Bancos Cai para R$ 6,2 Bilhões: Saiba Quem Tem Direito e Como Consultar Valores no Brasil

Dinheiro esquecido em bancos: volume cai para R$ 6,2 bilhões após repasse ao Desenrola Brasil

O montante de dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras no Brasil despencou para R$ 6,24 bilhões em maio. A expressiva redução, que antes superava os R$ 10 bilhões, ocorreu após uma transferência significativa de R$ 5,7 bilhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), essencial para o funcionamento do programa Desenrola Brasil.

Apesar dessa movimentação, o Banco Central (BC) reforça que bilhões de reais ainda permanecem disponíveis para saque por cidadãos e empresas que ainda não resgataram seus valores. A consulta e o resgate podem ser feitos de forma gratuita e online.

A principal justificativa para essa queda expressiva no volume de dinheiro esquecido foi a entrada em vigor da Lei 14.973/2024. Essa legislação autorizou a transferência de recursos esquecidos que não foram reclamados dentro dos prazos estabelecidos pelo governo. Conforme informação divulgada pelo Banco Central, pelo menos 10% do valor transferido foi mantido em reserva para atender a eventuais pedidos de resgate posteriores.

O que levou à queda no dinheiro esquecido?

A mudança principal ocorreu com a nova lei, que permitiu que valores esquecidos e não resgatados fossem direcionados para o Fundo Garantidor de Operações (FGO). Este fundo é um mecanismo crucial para oferecer garantias financeiras ao programa Desenrola Brasil, voltado para a renegociação de dívidas de brasileiros. A operação, vale ressaltar, está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU).

Quanto dinheiro ainda pode ser sacado?

Mesmo após a transferência para o FGO, o saldo de R$ 6,24 bilhões continua disponível para devolução aos seus legítimos donos. Desse total, R$ 4,44 bilhões pertencem a 24,08 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,8 bilhão está destinado a 2,27 milhões de empresas. Desde a criação do Sistema de Valores a Receber (SVR), o BC já devolveu R$ 15,47 bilhões.

Onde o dinheiro esquecido está concentrado?

Os recursos ainda disponíveis estão distribuídos entre diversas instituições financeiras. Os bancos lideram, com R$ 2,91 bilhões a serem devolvidos. Em seguida, aparecem as administradoras de consórcio, com R$ 2,25 bilhões, seguidas por cooperativas de crédito (R$ 586,7 milhões) e instituições de pagamento (R$ 311,5 milhões).

Quem tem direito a receber e como consultar?

Qualquer pessoa física ou empresa que já teve relacionamento com bancos, cooperativas, financeiras, consórcios ou corretoras pode ter direito a receber valores esquecidos. Estes podem originar de contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, excesso em cobranças de empréstimos, entre outros. A consulta é gratuita e deve ser feita exclusivamente pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), do Banco Central, utilizando o CPF ou CNPJ e uma conta Gov.br de nível prata ou ouro. Para valores de pessoas falecidas, herdeiros ou representantes legais podem fazer a solicitação.

Resgate automático e valores menores

O BC também oferece uma modalidade de resgate automático para pessoas físicas com CPF como chave Pix. Ao ativar essa opção no SVR, novos valores identificados são depositados automaticamente. É importante notar que a maioria dos beneficiários possui quantias pequenas, com 67,6% tendo até R$ 10 para receber. Para valores entre R$ 10,01 e R$ 100, são 19,5% dos casos.

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