
BC intervê no Grupo Simpala: liquidação extrajudicial de duas empresas e bloqueio de bens de controladores
O Banco Central (BC) tomou uma medida enérgica nesta sexta-feira (14), decretando a liquidação extrajudicial de duas empresas do Grupo Simpala. As instituições afetadas são a Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios e a Simpala S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, ambas sediadas em Porto Alegre (RS).
A decisão do BC não parou por aí. Além do fechamento das operações, o Banco Central determinou o indisponibilidade dos bens dos controladores e de ex-administradores das empresas a partir de hoje. Essa ação visa proteger credores e garantir responsabilidades.
Conforme divulgado pelo Banco Central, a intervenção foi motivada por dois fatores principais: o comprometimento da situação econômico-financeira das companhias, que gerava possíveis riscos a credores, e a identificação de graves violações às normas que regem suas atividades.
Baixa participação no mercado e investigação em andamento
Apesar da gravidade da medida, o Banco Central ressaltou que as duas empresas do Grupo Simpala possuem baixa participação no mercado. A administradora de consórcios representa apenas 0,1% dos consorciados ativos e 0,1% dos recursos a coletar. Já a financeira, em junho de 2026, detinha uma fatia mínima de 0,004% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Em nota oficial, o BC informou que continuará a investigar as pessoas responsáveis pelos problemas que levaram à liquidação. O objetivo é apurar se houve descumprimento de leis ou normas regulatórias, o que pode resultar em medidas sancionadoras administrativas e comunicações a outras autoridades competentes.
Grupo Simpala reage e considera medida desproporcional
Em contrapartida, os controladores do Grupo Simpala expressaram surpresa com a decisão do Banco Central. Em nota, consideraram a liquidação desproporcional, destacando a trajetória de integridade das empresas, com uma delas atuando no mercado há mais de 50 anos.
Os representantes do grupo reforçaram que sempre atuaram com rigorosa observaância da legislação e em postura de plena colaboração com os órgãos reguladores. Prometeram continuar contribuindo com as autoridades no fornecimento das informações necessárias para o bom andamento das apurações.
A nota dos controladores também manifestou preocupação com as consequências da medida para os mais de 140 funcionários das empresas. A expectativa agora é que as investigações do Banco Central transcorram de forma justa e transparente, definindo os responsáveis e buscando minimizar os impactos para todos os envolvidos.




