
Operação Cárceres desmantela esquema de homicídios ordenados de dentro de presídios, com alvos em Patos, João Pessoa e no Rio de Janeiro.
A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nesta sexta-feira (21), a Operação Cárceres, uma ação coordenada para desarticular um grupo criminoso suspeito de planejar e executar homicídios e tentativas de homicídio. A investigação revelou que a maioria dos envolvidos já estava presa, mas continuava a ditar ordens de dentro das unidades prisionais.
A operação, que contou com o apoio da Polícia Penal do Rio de Janeiro, cumpriu seis mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos e cumpridos em diversas localidades, incluindo Patos, João Pessoa e o Rio de Janeiro, evidenciando a abrangência da atuação do grupo criminoso.
A investigação que levou à deflagração da Operação Cárceres teve início após um ataque a tiros ocorrido em julho, que serviu como ponto de partida para desvendar a complexa rede criminosa. Conforme informação divulgada pela Polícia Civil, a maioria dos suspeitos presos já cumpria pena por outros crimes, mas mantinha influência sobre comparsas em liberdade, orquestrando ações criminosas mesmo detidos.
Investigação: Do ataque em Patos à descoberta de ordens vindas de presídios
O ponto de partida para a investigação foi um tentativa de homicídio registrada na madrugada de 23 de julho, no bairro São Judas Tadeu, em Patos. Na ocasião, quatro homens armados com pistolas e uma espingarda calibre 12 atiraram contra o apartamento de um indivum dual conhecido como “Dudu”. Os suspeitos fugiram em um Renault Captur vermelho.
Duas pessoas foram presas em flagrante logo após o ataque, e uma delas possuía um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de Santa Catarina. A partir dessas prisões, a polícia conseguiu rastrear o veículo utilizado, que possuía registro de roubo, e identificar outros membros do grupo criminoso.
Durante o avanço da apuração, a Polícia Civil identificou três indivíduos que já estavam presos e que seriam os responsáveis por ordenar a ação. Segundo as investigações, eles teriam fornecido veículos e armas para a execução do ataque por parte dos comparsas que estavam em liberdade.
Ligação com tráfico de drogas e outros crimes violentos em Patos
A principal linha de investigação aponta que os crimes investigados teriam relação com disputas entre facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas. A complexidade da operação é acentuada pelo fato de que o mesmo grupo é suspeito de envolvimento em outros três crimes violentos ocorridos em Patos durante o mês de julho.
Entre os crimes investigados estão o homicídio de Ricardo Silva Lucena, ocorrido em 18 de julho no Beco do Geraldo, e uma tentativa de homicídio contra Luiz Felipe Silva Gomes, no dia 20 de julho, na Rua Enaldo Torres. Além disso, José Tácio Lino dos Santos foi assassinado em 24 de julho, no bairro Jardim Guanabara.
Operação Cárceres: Uma etapa crucial na busca pela verdade
A Polícia Civil ressalta que a Operação Cárceres é mais uma etapa de uma investigação em andamento. As diligências continuam com o objetivo de esclarecer a participação de cada suspeito nos crimes e identificar outros indivíduos que possam estar envolvidos na organização criminosa.
A polícia reforça a importância da colaboração da sociedade e disponibiliza o Disque-Denúncia 197 para que informações sobre os casos possam ser repassadas de forma anônima. O objetivo é garantir a segurança pública e levar os responsáveis à justiça.
Cumprimento dos mandados em Patos, João Pessoa e Rio de Janeiro
Em Patos, as prisões ocorreram no bairro Santo Antônio e no Presídio Romero Nóbrega. Na capital paraibana, dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão foram cumpridos no Presídio Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes. Já no Rio de Janeiro, a ação foi realizada na Cadeia Pública Jorge Santana, onde um mandado de prisão e um de busca e apreensão foram executados.




