
Dia D na Paraíba: Coleta de DNA de Familiares de Desaparecidos Busca Ampliar Buscas e Facilitar Identificações
Nesta quarta-feira, 26 de julho, a Paraíba se une a uma mobilização nacional para coletar material genético de familiares de pessoas desaparecidas. A ação visa fortalecer o banco de perfis genéticos do estado, uma ferramenta crucial nas investigações e na busca por entes queridos.
Cinco cidades paraibanas terão pontos de coleta: João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Patos e Cajazeiras. Familiares podem comparecer a qualquer um desses locais, independentemente de onde o desaparecimento ocorreu, facilitando o acesso e a participação.
A iniciativa, organizada pela Polícia Civil da Paraíba e pelo Instituto de Policia Científica (IPC), busca agilizar o processo de cruzamento de informações e aumentar as chances de localizar e identificar pessoas desaparecidas. Conforme informação divulgada pela Polícia Civil da Paraíba, aproximadamente 90% dos casos de desaparecimento no estado resultam em localização, e a coleta de DNA é parte importante desse sucesso.
Como a Coleta de DNA Auxilia nas Investigações
O material genético coletado dos familiares é inserido em bancos de dados de perfis genéticos. Essa base de dados permite um comparativo rápido e eficiente com vestígios de DNA que possam ser encontrados durante investigações e buscas por pessoas desaparecidas. A padronização desse procedimento é prevista em portaria interna da Polícia Civil, que determina a coleta quando um indivíduo permanece desaparecido por mais de 30 dias.
Essa ferramenta complementar ao trabalho de investigação, que inclui busca ativa e levantamento de informações, tem se mostrado fundamental. A Polícia Civil da Paraíba, através da Diretoria de Estatística (DIEST), registra um índice de sucesso de cerca de 90% na localização de desaparecidos, demonstrando a eficácia das estratégias adotadas, incluindo o uso da identificação genética.
Pontos de Coleta de DNA na Paraíba
João Pessoa: Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na Cidade da Polícia Civil, bairro do Geisel (telefone: (83) 3218-5319) e o Instituto de Polícia Científica (IPC) no Cristo (telefone: (83) 3218-5200).
Campina Grande: Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na Cidade da Polícia Civil, bairro do Catolé (telefone: (83) 3310-9302) e o Instituto de Polícia Científica (IPC) nas Malvinas (telefone: (83) 3310-9460).
Guarabira: Delegacia Seccional de Guarabira na Bela Vista (telefone: (83) 3271-2971) e o Instituto de Polícia Científica (IPC) no Mutirão (telefone: (83) 3271-6735).
Patos: Delegacia Seccional de Patos no Belo Horizonte (telefone: (83) 3423-2553) e o Instituto de Polícia Científica (IPC) no Centro (telefone: (83) 3423-3634).
Cajazeiras: Delegacia Seccional de Cajazeiras na Rodovia Transamazônica, s/n (telefone: (83) 3531-2948) e o Instituto de Polícia Científica (IPC) no Loteamento Boavista (telefone: (83) 2143-0672).
Importância da Participação Familiar
A participação ativa dos familiares é essencial para o sucesso desta iniciativa. Ao disponibilizar seu material genético, os parentes contribuem diretamente para a ampliação do banco de dados, o que, por sua vez, agiliza e aprimora os processos de identificação e localização de pessoas desaparecidas. Este é um passo importante para trazer respostas e, potencialmente, reencontros.




