
Desafios da segurança pública dominam o debate eleitoral na Paraíba enquanto candidatos apresentam estratégias tecnológicas e estruturais
A violência figura como o segundo maior problema enfrentado pela população paraibana, sendo apontada por 23% dos eleitores em uma pesquisa da Quaest, divulgada pelo g1. Diante desse cenário, os postulantes ao governo do estado incluíram em seus planos de governo propostas que priorizam a tecnologia, inteligência policial e o combate ao crime organizado.
O levantamento do g1 observou que, entre os líderes das intenções de voto, as estratégias convergem para o uso de monitoramento inteligente e reestruturação prisional. Confira os detalhes das propostas apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Estratégias dos candidatos
- Lucas Ribeiro (PP): Defende a criação de novos Centros Integrados de Comando e Controle (CICC), o uso de drones e câmeras inteligentes, além da reforma de delegacias e a transferência de presídios de áreas urbanas para complexos industriais.
- Cícero Lucena (MDB): Propõe a instalação de cinco mil câmeras de videomonitoramento, foco na inteligência para elucidar homicídios e ampliação das delegacias da mulher para todos os 223 municípios.
- Efraim Filho (PL): Aposta na polícia de proximidade e no fortalecimento da perícia criminal, além de regionalizar as unidades prisionais para facilitar a ressocialização.
- Pedro Coutinho (DC): Prioriza a integração entre instituições estaduais e forças federais para intensificar o combate ao tráfico de drogas.
- Yuri Ezequiel (UP): Defende a desmilitarização da Polícia Militar, a criação de uma polícia cidadã e a implementação de delegacias especializadas 24 horas em todas as regiões.
Camilo Duarte (PCO) não apresentou um programa específico para o estado, mantendo o diretriz nacional do partido que sugere a dissolução da Polícia Militar. O levantamento da Quaest, realizado em agosto, aponta Lucas Ribeiro com 38% das intenções de voto, seguido por Cícero Lucena com 19% e Efraim Filho com 18%.



