Fachada e equipe do Centro de Referência da Mulher em João Pessoa durante evento comemorativo.

Centro de referência da mulher em João Pessoa celebra 19 anos com histórico de assistência a mais de 10 mil vítimas de violência

O Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra completa 19 anos de atuação em João Pessoa, somando mais de 10 mil atendimentos contra a violência de gênero.

Referência nacional no amparo feminino, equipamento público completa quase duas décadas de atuação no enfrentamento à violência de gênero

O Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra (CRMEB), em João Pessoa, alcançou a marca de 10 mil atendimentos ao completar 19 anos de funcionamento nesta segunda-feira (14). O marco foi celebrado com um evento que reuniu representantes da rede de proteção municipal, conforme noticiou a RBTV.

A unidade, pioneira no Brasil, é mantida pela Prefeitura de João Pessoa por meio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SPPM). A média atual de atendimentos gira em torno de 290 mulheres por ano, focando em casos de violência doméstica, familiar, sexual e patrimonial.

“Mais do que números, a trajetória do Centro representa a consolidação de uma rede permanente de acolhimento, orientação e acompanhamento para mulheres que enfrentam situações de violência doméstica, familiar, patrimonial ou sexual. Ao longo desses 19 anos, o serviço também ampliou sua atuação para além do atendimento individual, desenvolvendo ações de prevenção e informação, como palestras, oficinas, rodas de diálogo e debates sobre os direitos das mulheres e as formas de enfrentamento à violência”

A secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Nena Martins, ressaltou que o serviço atua como uma porta de entrada para a rede de proteção, oferecendo auxílio multidisciplinar e busca por capacitação profissional para garantir a autonomia das vítimas. A primeira-dama, Bruna Nóbrega, também acompanhou as celebrações, destacando a natureza humanizada do acolhimento prestado.

Impacto social e continuidade do serviço

A relevância da política pública é percebida na prática pela coordenação da unidade. Segundo Liliane Oliveira, coordenadora do Centro, o maior impacto do trabalho é a preservação da vida das assistidas.

“O que me fez permanecer aqui foi ver as mulheres vivas ainda hoje. Mulheres que passaram por aqui e que não estão na estatística do feminicídio. Essa política pública deve permanecer viva no Município porque esse lugar faz a diferença na vida dessas mulheres”

Durante as comemorações, diversas instituições renovaram o compromisso com a rede de proteção, incluindo a Associação das Esposas dos Magistrados e das Magistradas da Paraíba (AEMP) e a Ronda Maria da Penha. O evento reforçou a integração de órgãos municipais para o combate contínuo à violência contra a mulher.

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