
Panorama das eleições 2026 aponta mudanças profundas na composição do Senado Federal com a votação marcada para o dia 4 de outubro em todo o país
O processo eleitoral deste ano coloca em jogo 54 das 81 cadeiras do Senado, com cada eleitor escolhendo dois nomes para representar sua unidade da Federação. Conforme dados da Agência Senado, o sistema de renovação da Casa, que possui mandatos de oito anos, alterna a disputa entre um terço e dois terços das vagas a cada quatro anos. Neste pleito, não haverá segundo turno para o cargo de senador.
Dos 54 parlamentares que ocupavam as vagas em disputa até setembro de 2026, 32 buscam a permanência no cargo através da reeleição. Outros nove senadores optaram por concorrer a diferentes posições no Executivo ou Legislativo, ou integram chapas como suplentes, enquanto 13 não registraram candidatura para nenhum posto nestas eleições.
Parlamentares em busca de um novo mandato
Entre os nomes que tentam a renovação de seus assentos estão figuras como Randolfe Rodrigues (PT-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Cid Gomes (PSB-CE) e Ciro Nogueira (PP-PI). A lista completa dos 32 candidatos à reeleição inclui ainda senadores como Alessandro Vieira (MDB-SE), Eliziane Gama (PSD-MA) e Soraya Thronicke (PSB-MS).
Mudanças definitivas e candidaturas alternativas
O cenário para 2027 já apresenta baixas confirmadas. Treze parlamentares, incluindo Rodrigo Pacheco — indicado ao Tribunal de Contas da União (TCU) —, não concorrem a cargos, garantindo sua saída do Senado ao fim do mandato em janeiro. Em estados como São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, a renovação será total nas cadeiras em disputa, dado que nenhum dos atuais ocupantes tentará a reeleição.
Outros senadores redirecionaram suas carreiras políticas, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a Presidência da República, e Marcos Rogério (PL-RO), candidato ao governo de Rondônia. Já entre os 27 senadores que possuem mandato até 2031 e não estão nesta disputa, nove buscarão cargos de governadores, mantendo seus assentos no Senado mesmo em caso de derrota nas urnas para o Executivo estadual.




