
Laudo confirma morte de bebê por pesticida em João Pessoa: broncoaspiração e intoxicação fatal
Um exame toxicológico revelou a presença do pesticida terbufós no organismo do bebê Noah, de apenas um ano, que faleceu após apresentar sintomas de mal-estar em uma ocupação no centro de João Pessoa. O laudo, divulgado pelo Instituto de Polícia Científica (IPC), apontou broncoaspiração e intoxicação exógena por veneno como as causas da morte.
O trágico incidente ocorreu no dia 7 de setembro, quando a criança começou a apresentar agitação e engasgos, sendo rapidamente levada ao Hospital de Emergência e Trauma da capital. Infelizmente, Noah não resistiu e veio a falecer.
A confirmação da intoxicação veio após a conclusão de exames complementares solicitados durante a autópsia. A Polícia Civil segue com a investigação para determinar como o bebê teve contato com a substância e se há responsabilidade criminal envolvida no caso. Conforme informação divulgada pelo IPC, a investigação apura a hipótese de que Noah tenha ingerido alimento contaminado com veneno, possivelmente deixado no local para animais. Essa possibilidade, contudo, ainda não foi confirmada oficialmente pela investigação.
Análise inicial já indicava sufocamento, mas pesticida foi a causa definitiva
No dia seguinte à morte do bebê, o IPC havia informado que a análise inicial constatou um quadro de sufocamento associado à broncoaspiração. Na ocasião, a perícia aguardava os resultados de exames laboratoriais para identificar a substância que poderia ter provocado o quadro apresentado pela criança.
Com a conclusão do exame toxicológico, a presença de terbufós foi detectada no organismo do bebê. Este resultado permitiu encerrar o exame cadavérico, definindo a causa da morte como broncoaspiração associada à intoxicação por veneno. O terbufós é um tipo de organofosforado comumente utilizado como pesticida agrícola no Brasil, registrado para controle de insetos e nematóides em diversas culturas.
Investigação busca entender a origem do veneno e o contato com o bebê
A identificação do terbufós no organismo de Noah, no entanto, não esclarece de imediato a origem do veneno, a quantidade ingerida ou como ocorreu o contato. Essas questões são centrais na investigação conduzida pela Polícia Civil, que busca determinar quem colocou o produto no local, qual era sua finalidade e em quais circunstâncias a criança teve acesso a ele.
Noah residia com sua família em uma ocupação localizada na região central de João Pessoa. Desde o início, a polícia trabalha com a hipótese de que o bebê possa ter ingerido algum alimento contaminado por uma substância tóxica. A suspeita inicial é de que a comida pudesse ter sido deixada para gatos que frequentavam o local. A confirmação de que este alimento foi a fonte do terbufós ainda aguarda apuração.
Laudo médico estabelece causa, mas crime dependerá da investigação policial
É importante ressaltar que, embora o exame confirme a intoxicação, o resultado pericial por si só não indica que a morte tenha sido provocada deliberadamente por alguém. O laudo estabelece a causa médica da morte. A definição sobre a ocorrência de um crime, autoria e responsabilidade dependerá do conjunto de provas e elementos reunidos pela Polícia Civil durante a investigação.
Até o momento, não há informações sobre prisões ou indiciamentos relacionados ao caso. Os resultados dos exames integrarão o inquérito policial e serão confrontados com depoimentos, perícias no local e outras evidências coletadas durante a apuração, visando esclarecer todas as circunstâncias que levaram à trágica morte do bebê Noah.




