Pardal registra 613 denúncias de irregularidades eleitorais na Paraíba, com Campina Grande liderando o ranking
O aplicativo Pardal, ferramenta oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já contabiliza um total de 613 denúncias de irregularidades eleitorais na Paraíba desde o início da campanha para as Eleições 2026, em 16 de agosto. Os dados, consultados no portal do TSE nesta segunda-feira (28), revelam que Campina Grande ultrapassou João Pessoa e assumiu a liderança no número de ocorrências registradas.
Cerca de 70 cidades paraibanas já apresentam registros no sistema, indicando uma ampla disseminação de práticas que podem configurar infrações à legislação eleitoral. A análise das denúncias aponta para um cenário onde a fiscalização cidadã, através do Pardal, se torna um importante instrumento para a manutenção da lisura do processo eleitoral.
O cargo de deputado estadual é o que concentra o maior volume de queixas, com 211 registros. Isso sugere uma atenção particular às campanhas e condutas relacionadas a essa esfera do poder legislativo estadual. A origem dessas informações, conforme divulgado pelo portal MaisPB, destaca a importância do acompanhamento contínuo das atividades eleitorais.
Tipos de irregularidades mais comuns no Pardal
Entre as irregularidades mais denunciadas pelos paraibanos no aplicativo Pardal, o uso irregular de vias públicas se destaca com 141 registros. Essa categoria abrange desde a obstrução de calçadas até a realização de eventos em locais não permitidos, impactando o cotidiano da população e a igualdade entre os candidatos.
Em seguida, aparece o uso de carros de som, minitrios ou trios elétricos, com 89 denúncias. A legislação eleitoral possui regras específicas para o uso desses equipamentos, visando coibir o excesso de barulho e a poluição sonora, além de garantir que todos os candidatos tenham oportunidades semelhantes de divulgação.
Outra modalidade frequente de denúncia, com 63 registros, é o uso de bens particulares para fins de campanha, o que pode configurar abuso de poder econômico ou propaganda irregular, dependendo das circunstâncias e da forma como esses bens são utilizados.
Campina Grande e João Pessoa lideram o ranking de denúncias
A cidade de Campina Grande lidera o ranking de municípios paraibanos com o maior número de denúncias registradas no Pardal, totalizando 171 ocorrências. Este número representa uma parcela significativa do total estadual, indicando uma intensa fiscalização por parte dos cidadãos locais ou um maior número de irregularidades sendo praticadas.
Em segundo lugar, aparece a capital, João Pessoa, com 162 denúncias. A proximidade nos números entre as duas maiores cidades do estado reforça a importância do monitoramento em centros urbanos onde a atividade política tende a ser mais intensa e visível.
Outras cidades como Bayeux (29), Patos (25) e Esperança (24) também figuram na lista, demonstrando que as irregularidades eleitorais não se concentram apenas nos maiores centros, mas se distribuem por diversas localidades no estado.
Como e onde denunciar irregularidades eleitorais
Para denunciar uma irregularidade eleitoral, o cidadão pode utilizar o aplicativo Pardal Móvel, disponível gratuitamente para smartphones e tablets nas plataformas Google Play e App Store. O processo é simples e seguro, garantindo o sigilo da identidade do denunciante.
Para registrar uma denúncia, é necessário se identificar através do e-Título ou da plataforma Gov.br. Após a identificação, o usuário pode descrever a ocorrência, anexando evidências como fotos, vídeos ou áudios, além de informar o endereço eletrônico, se for o caso. Todas as denúncias são encaminhadas para análise e para a adoção das providências cabíveis pelos órgãos competentes.
O que é o aplicativo Pardal?
O aplicativo Pardal foi criado em 2014, com o objetivo principal de facilitar a denúncia de crimes e irregularidades eleitorais por parte dos eleitores. Desde então, tem se consolidado como uma ferramenta essencial no combate à propaganda irregular, compra de votos, abuso de poder econômico e outras práticas que atentam contra a democracia.
A ferramenta permite que o eleitor atue como um fiscal do processo eleitoral, contribuindo para um pleito mais justo e transparente. A participação cidadã, aliada à tecnologia, fortalece os mecanismos de controle e fiscalização, beneficiando toda a sociedade.

