Dólar volta a superar R$ 5 com incertezas eleitorais, Ibovespa recua 1% e petróleo fecha misto

Dólar encerra o dia cotado a R$ 5,02, impulsionado por fatores internos e externos

Após o feriado prolongado, o mercado financeiro brasileiro registrou um dia de volatilidade. O dólar comercial voltou a fechar acima da marca de R$ 5, registrando uma alta de 0,74% e alcançando R$ 5,023. Essa valorização da moeda americana ocorreu mesmo em um cenário internacional de desvalorização do dólar frente a uma cesta de moedas.

A instabilidade cambial foi influenciada, em grande parte, pela divulgação de novas pesquisas eleitorais ao longo do dia. O cenário político, com a disputa presidencial em andamento, contribuiu significativamente para os movimentos observados no mercado de câmbio brasileiro. Investidores demonstraram cautela diante das incertezas.

Em paralelo, o Banco Central informou o cancelamento de um leilão regular de rolagem de swap cambial. O motivo alegado foi um problema técnico, o que adicionou um elemento de surpresa às operações do dia. Apesar da alta no dia, o dólar acumula uma queda de 8,50% no ano de 2026.

Conforme informações divulgadas, o índice do dólar, que compara a moeda americana com outras seis divisas importantes, apresentava queda de 0,34% no mesmo período, indicando um movimento contrário no mercado internacional. A dinâmica brasileira, no entanto, prevaleceu.

Ibovespa em queda após semanas de recordes

A bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, também sentiu os efeitos da cautela do mercado. O índice fechou a sessão com uma desvalorização de 1,04%, terminando o dia aos 206.887,52 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 45,63 bilhões.

Este movimento de queda é visto como um ajuste natural após as recentes máximas históricas alcançadas pelo Ibovespa na semana anterior, quando o índice superou a marca dos 209 mil pontos. A realização de lucros por parte dos investidores, que buscam garantir ganhos recentes, foi um fator preponderante.

O cenário eleitoral brasileiro e o desempenho das bolsas internacionais também pesaram sobre o pregão. Em Nova York, os principais índices operaram com cautela, refletindo preocupações com o setor de semicondutores e a repercussão dos resultados trimestrais de grandes bancos americanos. O S&P 500, por exemplo, recuou 0,02%.

Petróleo com direções opostas no mercado internacional

O mercado de petróleo apresentou um comportamento misto nesta terça-feira, com os contratos futuros negociados em direções opostas. Investidores avaliaram as perspectivas de aumento na oferta russa e as tensões geopolíticas no Oriente Médio.

O barril de petróleo Brent, referência internacional, fechou em queda de 0,9%, cotado a US$ 105,69. Já o barril de petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, encerrou o dia em alta de 0,43%, a US$ 94,14. A commodity vinha de três sessões consecutivas de valorização.

Fatores como a guerra entre Rússia e Ucrânia, as tensões envolvendo a Arábia Saudita e os rebeldes houthis no Iêmen, e as projeções de oferta de países fora da Opep para 2026 (mantida em 600 mil barris por dia) estiveram no radar dos investidores. A Opep também elevou em 200 mil barris por dia a projeção de crescimento da demanda para 2027.

Números do dia no mercado

Os principais indicadores do dia refletiram o cenário de incerteza. O dólar à vista fechou em R$ 5,023, com variação positiva de 0,74%. O Ibovespa acumulou perda de 1,04%, totalizando 206.887,52 pontos. No setor de energia, o petróleo Brent recuou 0,9% para US$ 105,69 o barril, enquanto o WTI subiu 0,43% para US$ 94,14 o barril.

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