Turista cadeirante se emociona ao entrar no mar de João Pessoa após 4 anos: ‘Momento muito feliz’
José Rocha, um turista vindo de Manaus, Amazonas, viveu um momento de profunda emoção ao conseguir entrar no mar de João Pessoa. Para ele, que utiliza cadeira de rodas há quatro anos, essa experiência representou um reencontro com uma sensação há muito tempo perdida.
A oportunidade surgiu através de um projeto social gratuito que oferece banho de mar acessível para pessoas com deficiência física. A visita à capital paraibana foi a primeira de José, que descobriu a iniciativa pelas redes sociais e decidiu participar.
O turista, que tem a síndrome de Guillain-Barré, uma doença rara que afeta o sistema nervoso, está em processo de recuperação com fisioterapia e hidroterapia. Segundo ele, a recuperação tem sido lenta, tornando o banho de mar ainda mais significativo. Conforme divulgado pelo g1 PB, a iniciativa de acessibilidade funciona gratuitamente aos sábados há 14 anos.
A síndrome que mudou a vida de José
José Rocha foi diagnosticado com a síndrome de Guillain-Barré, uma condição autoimune que pode causar fraqueza muscular e, em alguns casos, paralisia. Ele relata que está em uma cadeira de rodas há quatro anos e que o caminho para a recuperação é desafiador e lento.
“Eu fui acometido da síndrome de Guillain-Barré e estou há 4 anos em cadeira de rodas. No momento, faço fisioterapia e hidroterapia, mas é muito lento o processo de recuperação”, contou José, enfatizando a importância de poder sentir o mar novamente.
Um projeto que transforma vidas
A iniciativa que proporcionou a José o reencontro com o mar existe há 14 anos e acontece todos os sábados em João Pessoa. O projeto, que oferece banho de mar acessível gratuitamente, tem como coordenador Genilson Lima, que também é cadeirante.
Genilson, que ficou tetraplégico após um mergulho e recuperou parte dos movimentos, compreende as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência física. Por isso, ele se emociona ao ver outros conseguindo realizar atividades que antes pareciam impossíveis.
A alegria de voltar a sentir o mar
Ao entrar na água em João Pessoa, após quatro anos, José Rocha não conseguiu conter as lágrimas. “Foi a primeira vez que participei do projeto e também a primeira vez que fui até João Pessoa. O projeto incentiva muito as pessoas com deficiência física a sentirem o contato com a natureza, a se valorizar, a não ser excluídas da sociedade”, declarou.
Ele descreveu a experiência como “muito grande” e expressou sua felicidade: “Fiquei muito feliz, muito, muito emocionado de ter entrado no mar”. A participação no projeto é vista por ele como um ato de inclusão e valorização.
O impacto social do projeto de acessibilidade
O coordenador Genilson Lima reforça o valor do projeto, afirmando que ele funciona “faça sol ou faça chuva, de verão a verão”. Para ele, a iniciativa é uma fonte de inspiração e cura, tanto para as dores físicas quanto para as emocionais.
“Eu sempre digo que é a inspiração. Cura dor, cura a emoção. Lá é família, porque muitas das vezes entra um voluntário e entra a família para poder acompanhar a sensação de estar ali”, disse Genilson, destacando o ambiente acolhedor e familiar do projeto.