Operação Verão 2027 flagra irregularidades graves em hotéis e restaurantes na capital paraibana, resultando em interdição cautelar e autuações
O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba realizou uma nova etapa de fiscalizações focada em garantir a segurança de moradores e turistas.
A força-tarefa percorreu hotéis e restaurantes da capital paraibana para verificar as condições de higiene, a validade dos produtos e a documentação obrigatória dos locais.
Conforme informação divulgada pelo MP-Procon, a ação contou com a participação da Agência Estadual de Vigilância Sanitária, da Vigilância Sanitária de João Pessoa, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.
Alimentos impróprios e falta de higiene
Durante a inspeção em um restaurante de hotel, os fiscais encontraram um cenário alarmante que colocava em risco a saúde de clientes e hóspedes.
Foram identificados alimentos impróprios para o consumo, com a presença visível de mofo e características sensoriais completamente alteradas pela má conservação.
O local também apresentava condições totalmente inadequadas de higiene, o que motivou a emissão de um termo de interdição cautelar pela equipe sanitária.
Produtos sem rastreabilidade e alvará
A fiscalização no estabelecimento interditado revelou ainda a presença de diversos produtos comercializados sem nenhuma informação de validade ou rastreabilidade.
Os agentes constataram a ausência completa de alvará de funcionamento válido, do certificado emitido pelo Corpo de Bombeiros e de placas informativas obrigatórias.
Diante de tantas infrações, o órgão fiscalizador lavrou o Auto de Infração, enquanto a vigilância municipal aplicou as medidas cautelares cabíveis ao caso.
Irregularidades em outro hotel
Em um segundo hotel fiscalizado na mesma operação, a equipe encontrou produtos com o prazo de validade vencido tanto na cozinha quanto na câmara fria.
Também havia itens fracionados e manipulados sem nenhuma etiqueta que permitisse identificar a origem, a data de fabricação ou a validade correta.
O local estava sem alvará, sem certificado dos bombeiros e sem a sinalização exigida por lei sobre a prevenção à discriminação sexual nos elevadores.