Criação de Empregos Formais em Setembro: Um Panorama Detalhado
O Brasil registrou a abertura de 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada em setembro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Este número representa a diferença entre as contratações e as demissões no período.
Embora o saldo seja positivo, ele representa uma queda significativa de 43,5% em comparação com setembro do ano passado, quando foram criados 214,6 mil empregos. A desaceleração econômica e os juros elevados são apontados como os principais fatores que pressionam o mercado de trabalho.
Comparado aos meses de setembro desde 2020, o resultado deste ano é o mais baixo da série histórica, segundo o Caged. A alteração na metodologia do cadastro impede comparações com anos anteriores a 2020.
Conforme informação divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o saldo de empregos formais em setembro de 2023 foi de 121,3 mil vagas. Em agosto, o país havia criado 161 mil empregos, indicando uma queda de 24,7% na geração de vagas em relação ao mês anterior.
Setores que Impulsionaram a Geração de Empregos
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais em setembro. O setor de Serviços liderou a criação de vagas, com 81.241 postos abertos. A Indústria veio em seguida, com 19.285 postos, seguida pelo Comércio, que gerou 15.697 vagas, e pela Construção Civil, com 9.468 novas oportunidades.
A Agropecuária foi o único setor a registrar saldo negativo, com 4.381 demissões a mais do que contratações. Tradicionalmente, setembro é um mês de menor atividade para a agropecuária devido ao início do plantio, enquanto a indústria começa a se preparar para as demandas de fim de ano, como o Natal.
Dentro do setor de Serviços, o destaque foi para atividades administrativas e serviços complementares, com 18,3 mil postos. A área de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas, e o setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.
Desempenho das Regiões e Estados
Todas as cinco regiões do Brasil registraram abertura de vagas formais em setembro. O Nordeste liderou a criação de empregos, com 49.142 postos, seguido pelo Sudeste, com 39.404 vagas. As regiões Norte, Sul e Centro-Oeste criaram, respectivamente, 14.748, 9.949 e 7.894 postos.
Em relação aos estados, 26 unidades da federação apresentaram saldo positivo. São Paulo se destacou com a abertura de 19,3 mil vagas, seguido por Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil). O Rio Grande do Sul foi o único estado com saldo negativo, com 2,9 mil demissões a mais que contratações, reflexo do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.
Salário Médio e Total de Trabalhadores com Carteira Assinada
O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41, representando uma leve redução de R$ 1,10 em relação a agosto, mas um aumento de R$ 44,90 em comparação com setembro do ano anterior. Com a geração de novas vagas, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, um aumento de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês de 2025.
Acumulado Anual Mostra Queda na Criação de Vagas
No acumulado de janeiro a setembro, o Caged registrou uma queda de 27,9% no saldo de vagas formais em comparação com o mesmo período do ano anterior. De janeiro a setembro de 2026, foram criados 1.248.914 postos, enquanto no mesmo período de 2025, o número foi de 1.731.398.
Esses dados, que incluem ajustes para declarações entregues fora do prazo pelos empregadores, refletem um cenário de cautela no mercado de trabalho brasileiro, apesar da criação de empregos em setembro.