Enem 2023: Descanso e bem-estar mental são prioridade nas horas antes da prova, afirmam especialistas

Enem: O que fazer nas horas que antecedem a prova para garantir o melhor desempenho e bem-estar

Com a proximidade do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a ansiedade entre os candidatos é natural. No entanto, a pressão por revisar todo o conteúdo e as expectativas podem levar a um estresse desproporcional. Especialistas alertam que a preparação socioemocional é tão crucial quanto o estudo para evitar que a tensão se torne paralisante.

A percepção de que a capacidade e o preparo do estudante estão sendo avaliados, somada ao peso do exame para o futuro profissional, são as principais fontes de tensão. O Enem representa o acesso ao ensino superior e a realização de projetos de vida, o que gera receio de falhar, insegurança e cobrança excessiva.

O problema não é sentir ansiedade, mas sim quando ela se torna intensa a ponto de prejudicar a concentração, o sono e a memória. Uma certa agitação, o famoso “frio na barriga”, pode ser benéfica e até produtiva. A informação é de especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

Priorizando o descanso e o lazer na reta final

Muitos estudantes sacrificam o autocuidado, como sono e alimentação equilibrada, para estender as horas de estudo nas vésperas da prova. Esse comportamento, segundo Stephanie Zanini, pós-graduada em psicologia positiva, prejudica o aprendizado e compromete o desempenho.

Zanini desaconselha o estudo intensivo nas últimas 24 horas antes do Enem. Ela sugere momentos de lazer com pessoas queridas, pois a base teórica já foi consolidada ao longo do ano letivo. “Não vai adiantar você tentar ler todos os livros e decorar todas as fórmulas nas últimas 24 horas”, explica.

O ideal é aproveitar esse tempo para ir ao cinema, relaxar, comer algo que gosta e estar com quem ama. A especialista reforça que o aprendizado essencial já ocorreu nas semanas e anos anteriores à prova.

Cuidados essenciais para a saúde física e mental

Tanto Stephanie Zanini quanto Wilma Amorim, psicóloga e professora da Afya Porto Nacional, recomendam atenção à saúde física. Isso inclui o sono adequado, alimentação balanceada e momentos de descanso. Preparativos logísticos, como visitar o local da prova, separar documentos e organizar materiais, também ajudam a evitar picos de ansiedade.

Reduzir o tempo de tela é outro ponto fundamental. As redes sociais podem intensificar comparações prejudiciais entre candidatos, alimentando sentimentos de incapacidade e angústia. É essencial focar no próprio progresso e bem-estar.

O papel fundamental do apoio familiar

Pais e responsáveis têm um papel crucial em reduzir a pressão sobre os estudantes. A recomendação dos especialistas é de uma postura de escuta atenta, valorizando o esforço empregado ao longo do ano. Esse acolhimento deve respeitar a individualidade de cada um.

Apresentar alternativas para diferentes cenários de resultado, garantir estabilidade emocional e auxiliar na rotina logística pré-prova são atitudes que diminuem a sobrecarga. É importante evitar frases que criem cobrança, como “você precisa passar” ou “estamos investindo em você”, pois isso amplia o medo de decepcionar.

O estudante precisa de apoio, incentivo e segurança emocional. A família deve transmitir confiança, sabendo que houve uma preparação e que o desejo de “querer o melhor” não pode prejudicar o candidato neste momento crucial. A informação é de Wilma Amorim.

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