espírito santo é 2º em petróleo, jubarte impulsiona produção com 77% do estado!

Espírito Santo é 2º em petróleo, Jubarte impulsiona produção com 77% do estado!

Espírito Santo Retoma Vice-Liderança na Produção de Petróleo Impulsionado pelo Campo de Jubarte

O Espírito Santo celebra seu retorno à vice-liderança no ranking nacional de produção de petróleo, uma conquista significativa após seis anos. O estado recuperou a posição antes ocupada por São Paulo, impulsionado principalmente pela impressionante produtividade do Campo de Jubarte, localizado na área conhecida como Parque das Baleias, na Bacia de Campos.

Dados recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelam que a produção de óleo no Espírito Santo atingiu cerca de 193 mil barris por dia em 2025. Esse volume representa 5,1% da produção nacional. Em comparação, São Paulo caiu para a terceira posição, com 184,5 mil barris diários, respondendo por 4,9% do total do país. A produção capixaba registrou um salto expressivo de 24,5% na transição de 2024 para 2025.

Liderando o cenário nacional, o Rio de Janeiro se mantém como o maior produtor, responsável por 87,8% do óleo extraído no Brasil em 2025. No total, o país produziu 3,770 milhões de barris por dia no ano passado, um aumento de 12,3% em relação a 2024.

Jubarte: O Gigante da Produção Capixaba

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) destaca o Campo de Jubarte como o grande motor da produção no Espírito Santo. Este campo é responsável por 77,3% da produção do estado e apresentou um aumento notável de 32,8% em sua produção entre 2024 e 2025. Operado exclusivamente pela Petrobras, Jubarte está situado a cerca de 76 quilômetros do Pontal de Ubu, no município de Anchieta, no litoral sul capixaba.

A entrada em operação do navio-plataforma FPSO Maria Quitéria, em outubro de 2024, foi um fator crucial para o aumento da produção em Jubarte. Essa unidade flutuante tem capacidade para produzir 100 mil barris de petróleo por dia e processar 5 milhões de metros cúbicos de gás natural. Ao final de 2025, Jubarte, com poços tanto no pós-sal quanto no pré-sal, consolidou-se como o quinto maior campo produtor do Brasil, com uma média de 152 mil barris diários.

Importância Estratégica e Impacto Econômico

O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) ressalta a importância estratégica de Jubarte e o alto grau de concentração produtiva no Espírito Santo. O centro de pesquisa aponta o protagonismo do investimento da Petrobras em exploração e produção como fundamental para ampliar os ganhos energéticos nacionais e fortalecer a arrecadação do estado e dos municípios vizinhos.

Segundo o Ineep, essa movimentação tende a impulsionar a cadeia de fornecedores e serviços associados ao setor, gerando efeitos positivos na economia regional e reafirmando o papel da Petrobras como indutora de desenvolvimento produtivo e territorial.

Histórico e Projeções para o Futuro

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) relembra que o estado manteve a segunda colocação nacional de forma consistente entre 2007 e 2018, sendo ultrapassado por São Paulo apenas entre 2019 e 2024. A Findes projeta que a produção de petróleo deve crescer ainda mais nos próximos meses, com a retomada das atividades do FPSO Maria Quitéria, que passou por reparos programados em seu gasoduto de exportação.

O presidente da Findes, Paulo Baraona, destaca o papel decisivo do segmento de petróleo no crescimento da produção industrial capixaba em 2025. No ano passado, o Espírito Santo registrou o maior crescimento da produção industrial do país (11,6%), superando a média nacional (0,6%), segundo o IBGE. “Esses resultados mostram a posição estratégica do Espírito Santo na economia brasileira e no mapa energético nacional”, afirmou.

O Setor de Petróleo e Gás e a Geração de Empregos

A cadeia produtiva do setor de petróleo e gás é uma grande geradora de oportunidades no Espírito Santo. São mais de 600 empresas em operação, que empregam pelo menos 15 mil trabalhadores formais, com remuneração acima da média nacional. “Os projetos impulsionam empregos, renda e dinamizam a economia regional. Olhando para os próximos anos, estamos trabalhando para trazer novas oportunidades de investimentos que já se desenham para o setor no Espírito Santo e no Brasil”, disse Baraona.

Cautela e Necessidade de Investimentos

Apesar do otimismo com a retomada da vice-liderança, trabalhadores do setor pedem cautela. Etory Sperandio, diretor de comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (SindipetroES), ressalta que a produção capixaba ainda está aquém de patamares anteriores, como em 2021, quando o estado produzia mais de 210 mil barris diários, e em 2016, quando se aproximou de 394 mil barris por dia.

Sperandio aponta a concentração da produção na Bacia de Campos, que pertence ao estado, e cobra investimentos em exploração na Bacia do Espírito Santo, localizada no litoral norte. Ele lamenta que campos privatizados tenham perdido investimentos, com as empresas compradoras focando apenas na produção e não em novas descobertas. “Esses campos que foram privatizados perderam o investimento, as empresas que compraram apenas focaram em sua produção e não fazem novas descobertas”, avalia.

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