
Operação policial revela suposta clínica clandestina de aborto e apreende materiais suspeitos e arma em farmácia central de Campina Grande.
A Polícia Civil, em ação conjunta com a Gerência de Vigilância Sanitária de Campina Grande (Gevisa) e o Ministério Público do Consumidor, encontrou indícios de uma clínica clandestina de aborto em uma farmácia localizada no Centro da cidade. A descoberta ocorreu na manhã desta quinta-feira (12), quando os agentes localizaram um compartimento oculto em um sótão do estabelecimento.
No local, que apresentava condições sanitárias deploráveis, conforme relatado pelo delegado Rafael Pedrosa, foram apreendidas diversas substâncias potencialmente abortivas. Além disso, foram encontrados documentos com anotações sobre supostas vítimas e referências ao tempo gestacional, indicando um possível planejamento de procedimentos ilegais.
“Nós verificamos um fundo falso que existia na farmácia. Você sobe por uma escada nesse fundo falso e se depara com um sótão que é totalmente, digamos assim, insalubre, visivelmente insalubre, as circunstâncias sanitárias assim deploráveis e visíveis a olho nu”, descreveu o delegado à TV Paraíba. O cômodo oculto continha uma cama, objetos suspeitos de uso em abortos, como bisturis e gazes, além de exames de ultrassonografia de gestantes.
“Uma relação documental com fotos de supostas vítimas, com nomes e exames de ultrassom indicando o tempo gestacional para eventualmente se avaliar se haveria a compatibilidade ou não com a prática”, explicou o delegado Rafael Pedrosa.
Durante a operação, uma arma calibre 38 foi apreendida. Um homem foi preso e levado para a Cidade de Polícia de Campina Grande, onde aguardará audiência de custódia. A investigação aponta para a utilização do sótão como um espaço insalubre para a realização dos procedimentos.
A mesma operação também inspecionou outra farmácia no bairro das Malvinas, onde foram encontrados anabolizantes comercializados irregularmente, medicamentos vencidos e psicotrópicos sem autorização. O estabelecimento não possuía licença sanitária válida nem alvará de funcionamento regular, além de não contar com um responsável técnico farmacêutico.


