Políticos brasileiros em reunião estratégica discutindo alianças na Paraíba para as eleições de 2026

Paraíba: a complexa teia política do PT se desenha com apoio estratégico ao pai de Hugo Motta em meio a disputas por palanques no Nordeste

O PT na Paraíba se alinha à chapa do governador Lucas Ribeiro, apoiando Nabor Wanderley ao Senado. Movimento estratégico para Lula no Nordeste.

Aliança crucial na Paraíba vislumbra consolidação do palanque lulista e a busca por influência em Brasília através do Republicanos

O diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) na Paraíba se encaminha para formalizar o apoio à chapa do governador Lucas Ribeiro (PP). Esta composição inclui o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), como um dos postulantes ao Senado. O entendimento foi selado em Brasília na quarta-feira, 8, durante reunião com a cúpula nacional da sigla, e aguarda referendo em um encontro partidário estadual marcado para a manhã do sábado, 11, conforme revelou a CartaCapital.

Como contrapartida fundamental a esta aliança, dirigentes petistas defendem a indicação do candidato a vice na chapa encabeçada por Ribeiro. Adicionalmente, está em pauta a apresentação de uma carta-compromisso, estabelecendo diretrizes programáticas que servirão como balizadores para a colaboração política.

A formação da chapa vai além de Wanderley. Ela também integra o ex-governador João Azevêdo (PSB), que deverá disputar a outra vaga do estado no Senado. Este movimento ocorre em um cenário de significativas dificuldades para o presidente Lula organizar seus palanques na região Nordeste, área estratégica em sua busca pelo quarto mandato. A fragmentação da base aliada tem gerado tensões na definição de candidaturas e na formação de alianças em diversos estados nordestinos.

Na Paraíba, dois aliados disputavam ativamente o apoio do PT: Lucas Ribeiro, que assumiu o governo estadual visando a sucessão de João Azevêdo, e o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), que renunciou ao cargo na semana passada para se candidatar. A aliança com o PT, além de assegurar um tempo maior de propaganda eleitoral, era considerada de importância estratégica por ambos os grupos, especialmente devido ao expressivo peso do eleitorado lulista no estado.

Mesmo com ressalvas em relação à atuação de Hugo Motta na presidência da Câmara, interlocutores próximos a Lula indicam, sob reserva, que o apoio à candidatura de Nabor Wanderley é visto como um caminho natural para o partido. Há o receio de prejudicar a relação do Palácio do Planalto com a cúpula da Casa Legislativa. Esses mesmos interlocutores, contudo, consideram a probabilidade de um “palanque triplo” no estado, com Lucena, Ribeiro e o historiador Lúcio Flávio, pré-candidato do PSOL, todos solicitando votos para o presidente Lula.

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