Centro de hemodiálise com pacientes em tratamento

Saúde de Campina Grande notifica Hospital Antônio Targino após paralisação de hemodiálise e falha em repasses

Secretaria de Saúde de Campina Grande notifica Hospital Antônio Targino por suspensão de atendimentos de hemodiálise, mesmo com repasses em dia.

Secretaria de Saúde de Campina Grande formaliza notificação ao Hospital Antônio Targino por interrupção de serviços de hemodiálise

A Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande emitiu uma notificação formal ao Hospital Antônio Targino (HAT) nesta quarta-feira (6), após a verificação da suspensão dos serviços de hemodiálise oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A interrupção foi considerada uma falha grave na execução do contrato vigente.

A medida administrativa foi tomada após uma auditoria realizada pelo município, que constatou não apenas a paralisação das sessões de hemodiálise, mas também a dispensa de pacientes sem o devido atendimento, o funcionamento parcial da unidade e a falta de insumos essenciais. Estes fatores indicam uma descumprimento das obrigações contratuais por parte do hospital.

A Prefeitura de Campina Grande assegura que está em dia com os repasses financeiros ao HAT, tendo destinado aproximadamente R$ 1,8 milhão à unidade neste ano. Não há, portanto, pendências financeiras relativas aos serviços prestados ao SUS que justifiquem a suspensão dos atendimentos.

O contrato firmado entre a Secretaria de Saúde e o Hospital Antônio Targino, com valor global de R$ 8,8 milhões, cobre a compra de serviços hospitalares e ambulatoriais pelo SUS. Isso inclui consultas, exames, cirurgias e sessões de hemodiálise, conforme a tabela oficial do SUS. No entanto, o fornecimento de insumos necessários para a realização dos procedimentos é responsabilidade exclusiva do hospital.

O secretário de Saúde, Gustavo Braga, enfatizou a clareza do contrato. “A prestação do serviço de hemodiálise está expressamente prevista no contrato vigente firmado entre a Prefeitura de Campina Grande e o Hospital Antônio Targino, sendo obrigação do hospital garantir a execução contínua, a disponibilidade de insumos e a segurança dos pacientes. O fornecimento desses insumos é de responsabilidade exclusiva da unidade contratada, não cabendo ao município arcar com eventuais falhas nesse sentido”, declarou.

Braga também explicou o fluxo de pagamento. “A competência de março foi encaminhada pelo Hospital para a Secretaria de Saúde agora, no final do mês de abril, e será paga ainda neste mês de maio, respeitando os trâmites legais do Ministério da Saúde. Reforçamos que o lapso temporal existente entre a prestação do serviço e o seu efetivo pagamento decorre das diretrizes do Ministério da Saúde, e a Secretaria só efetua os pagamentos depois de aprovar e registrar a produção enviada pelo Hospital”, completou.

O contrato prevê a realização de mais de 22 mil sessões regulares de hemodiálise anualmente, além de procedimentos para casos clínicos específicos. Contudo, os valores são estritamente para a prestação do serviço, não abarcando a aquisição de insumos.

Diante da situação, a Secretaria de Saúde determinou o restabelecimento imediato e integral dos serviços de hemodiálise, garantindo o atendimento a todos os pacientes. O hospital foi intimado a apresentar, em até 24 horas, uma justificativa formal e um plano de ação para a normalização completa do serviço e do fornecimento de insumos.

Apesar de não ter a obrigação contratual, o município informou ter auxiliado o HAT com insumos diversos ao longo dos anos, totalizando aproximadamente R$ 160 mil nos últimos seis meses, como forma de apoiar a manutenção dos atendimentos à população.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *