
Governo Federal Revoluciona Destinação de Imóveis Ociosos com Programa ‘Imóvel da Gente’
O Ministério da Gestão e Inovações em Serviços Públicos (MGI) anunciou uma iniciativa transformadora que visa dar um novo destino a quase 1,9 mil imóveis da União, anteriormente abandonados. A medida, parte do programa ‘Imóvel da Gente’, promete impactar positivamente a vida de centenas de milhares de famílias em todo o país.
Essas propriedades serão destinadas a fins como regularização fundiária em áreas urbanas e rurais, construção de moradias populares, e adaptação para se tornarem equipamentos de saúde e educação. Uma parcela também será vendida no mercado, com os recursos sendo direcionados a um fundo de investimentos administrado pelo governo.
O programa, que já apresenta resultados significativos desde 2023, foi apresentado em evento no Palácio do Planalto, com a presença do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, gestores municipais e representantes de movimentos sociais. O objetivo é, conforme destacado pelo presidente, dar uma função social a áreas públicas que estavam ociosas, muitas vezes com processos judiciais complicados.
Regularização Fundiária e Moradia para Milhares
Segundo dados da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao MGI, as destinações realizadas desde o ano passado têm o potencial de beneficiar cerca de 400 mil famílias. As áreas envolvidas somam mais de 18,5 mil quilômetros quadrados, uma extensão considerável que demonstra a escala da iniciativa.
A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, ressaltou a importância do programa, afirmando que o patrimônio da União voltou a cumprir sua função social e socioambiental. “A gente está transformando imóveis abandonados em moradias, em títulos de propriedade, em escolas, em hospitais, em oportunidades”, declarou Dweck.
Um dos focos do programa é a titulação de bairros inteiros. A SPU identificou 370 áreas da União onde há ocupação habitacional ainda não titulada. Esses processos envolvem parcerias com estados e municípios para urbanização, parcelamento dos imóveis e registro em cartório, com recursos do PAC Periferia Viva sendo disponibilizados para custear essas regularizações.
Saúde, Educação e Comunidades Tradicionais Beneficiadas
Além da moradia, o programa ‘Imóvel da Gente’ destina imóveis para importantes serviços públicos. Cerca de 68 imóveis foram alocados para a construção ou ampliação de hospitais, unidades básicas de saúde e centros de assistência social. Outros 141 imóveis foram transferidos para o setor educacional, incluindo 25 campi de institutos federais.
A destinação coletiva também é uma prioridade, com 196 áreas da União repassadas para comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Glebas federais extensas, aeroportos abandonados e antigos galpões industriais, como os do Instituto Central do Café em São Paulo, também estão sendo incluídos no programa.
Sonho Antigo se Torna Realidade para Comunidades
O Presidente Lula relembrou a antiga expectativa em relação aos galpões do Instituto Central do Café, que estavam na mira do governo desde 2009. “Isso para mim é um sonho, poder entregar ao povo da Vila Carioca esse armazém”, expressou o presidente, destacando a importância social e histórica do local.
A ideia para o antigo Instituto Central do Café é transformá-lo em um equipamento híbrido, com centro cultural e áreas de lazer, após ampla discussão e consulta pública com os moradores do bairro. O Ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, enfatizou que o governo federal dá um exemplo ao converter “abandono em dignidade”.
Combate à Desigualdade e ao Desperdício de Recursos
O programa aborda diretamente a questão da desigualdade habitacional no Brasil, onde, segundo o último censo do IBGE, existem 11 milhões de imóveis ociosos e 6,2 milhões de famílias sem casa. A iniciativa do governo federal busca reverter esse cenário, transformando ociosidade em oportunidade e dignidade para milhões de brasileiros.



