Marcelo Queiroga, pré-candidato ao Senado pelo PL, descarta aliança com o Novo, citando ataques de Romeu Zema e falas preconceituosas.
Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado pelo PL, fechou as portas para uma aliança com o partido Novo nas eleições deste ano. A decisão afasta a possibilidade de o Major Fábio, do Novo, compor a chapa majoritária da sigla bolsonarista.
Em entrevista ao Sistema Correio, Queiroga declarou que a união com o Novo “não agrega” do ponto de vista prático, pois a legenda não dispõe de tempo de televisão nem de fundo eleitoral. Ele ressaltou que, no fim das contas, é o eleitor quem decide.
O ex-ministro detalhou os motivos que, em sua visão, impedem a parceria entre o PL e o Novo. Um dos principais pontos levantados por Queiroga foram os recentes ataques do pré-candidato à presidência pelo Novo, Romeu Zema, ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
Ataques a Flávio Bolsonaro e falas sobre o Nordeste inviabilizam aliança
Queiroga mencionou as declarações de Zema contra Flávio Bolsonaro como um fator decisivo para o distanciamento. Segundo o pré-candidato ao Senado, as falas do pré-candidato à presidência foram “desarrasoada”, demonstrando falta de consideração.
Além disso, Marcelo Queiroga citou as “falas” preconceituosas do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em relação à região Nordeste. Essas declarações foram consideradas um ponto grave que dificulta a aproximação política entre as legendas.
“O Major Fábio é um companheiro, nós respeitamos, mas ele é de outro partido. É do partido Novo, cujo o pré-candidato a presidência [Romeu Zema] tem atacado o senador Flávio de maneira desarrasoada. Este é um ponto, sem contar uma das falas do governador Zema ao Nordeste. É preciso deixar bem claro isso”, afirmou Marcelo Queiroga.
Novas estratégias eleitorais e foco no eleitor
Apesar de descartar a aliança com o Novo, Queiroga enfatizou que a decisão final sobre as composições políticas cabe aos eleitores. Ele indicou que a avaliação sobre a viabilidade de parcerias deve considerar aspectos práticos e estratégicos.
A estratégia do PL para a campanha eleitoral deve se concentrar em fortalecer sua própria chapa e em dialogar diretamente com o eleitorado, sem depender de alianças que não tragam benefícios claros. A falta de tempo de TV e de recursos financeiros do Novo são fatores determinantes nessa análise.
O posicionamento de Marcelo Queiroga demonstra um foco em construir uma candidatura sólida para o Senado, priorizando alianças que efetivamente “agreguem” valor e recursos para a campanha, alinhada aos interesses do PL e do eleitorado.

