Autor da lei de naming rights em João Pessoa rebate crítica da oposição: ‘Ele votou a favor’
O vereador de João Pessoa, Ícaro Chaves (Podemos), autor da lei que autoriza a venda do nome de espaços públicos a empresas, reagiu às críticas do líder da oposição, Milanez Neto (MDB). Chaves demonstrou surpresa com a posição de Milanez, uma vez que o projeto foi aprovado de forma unânime na Câmara Municipal, com o voto favorável do próprio oponente.
“Me estranha muito até porque o vereador Milanez e todos os outros vereadores votaram a favor desse projeto, a não ser que ele não acompanhou a sessão ou não estava presente. Mas foi aprovado de forma unânime na Câmara Municipal de João Pessoa”, afirmou Ícaro Chaves em entrevista ao Programa Hora H, da Rádio POP FM e Rede Mais.
Chaves defende que a lei, que permite o naming rights, não é retrógrada, mas sim um passo rumo à modernidade e ao avanço para João Pessoa. Ele argumenta que a medida visa trazer investimento e sustentabilidade para a cidade, diminuindo a necessidade de recursos públicos.
João Pessoa na modernidade com naming rights
O vereador ressalta que a prática de naming rights já é comum em diversas capitais e que João Pessoa está apenas se alinhando a essas tendências. A ideia é atrair empresas para que invistam em infraestrutura e melhorias nos espaços públicos, gerando benefícios para a população sem onerar excessivamente o contribuinte.
“É a gente colocando, na verdade, João Pessoa na modernidade, no avanço, para crescer, obviamente, de forma sustentável, mas sem tirar tanto dinheiro do contribuinte”, explicou Chaves. A proposta busca um modelo de desenvolvimento que integre o setor privado ao público.
Benefícios mútuos: empresas e cidade
Para Ícaro Chaves, a venda dos nomes dos espaços públicos representa uma via de mão dupla. As empresas ganham visibilidade e propaganda, enquanto os locais públicos recebem investimentos em infraestrutura. Ele cita exemplos conhecidos para ilustrar o modelo.
“A mesma coisa aconteceu com a Arena do Corinthians, que virou Neo Química Arena, com o Pacaembu, que recentemente vai incluir o nome do Mercado Livre. E essas empresas pagam centenas de milhares de reais. O Mercado Livre, por exemplo, pagou um bilhão. E enquanto o Mercado Livre e essas outras empresas ganham propaganda, visibilidade, esse espaço público ganha infraestrutura e investimento”, defendeu Ícaro Chaves.
Aprovação unânime reforça o avanço
O fato de a lei ter sido aprovada por unanimidade na Câmara Municipal é visto pelo vereador como um forte indicativo de que a proposta é benéfica e alinhada com os interesses da cidade. A crítica da oposição, portanto, soa como uma contradição diante do voto favorável anterior.
Chaves enfatiza que a iniciativa de naming rights é um avanço que trará progresso e novas oportunidades para João Pessoa, modernizando a gestão dos espaços públicos e fortalecendo parcerias com o setor privado para o desenvolvimento sustentável da capital paraibana.


