
Dólar dispara e se aproxima de R$ 5,17 com fatores externos e eleições em foco
O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira (23) em forte alta, registrando um avanço de mais de 1% e se aproximando da marca de R$ 5,17. A valorização da moeda americana foi impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo o cenário internacional desfavorável, a alta do preço do petróleo e as movimentações no cenário eleitoral brasileiro.
Enquanto isso, a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, sentiu o peso do ambiente de aversão ao risco e recuou quase 1%, voltando a operar abaixo dos 186 mil pontos. A instabilidade nos mercados reflete as incertezas globais e locais que afetam os investimentos.
Conforme informação divulgada pelo g1, o dia foi marcado por movimentos significativos nos ativos financeiros, com o dólar ganhando força ante o real e o Ibovespa perdendo terreno. Os investidores acompanharam de perto os desdobramentos econômicos e políticos que moldam o comportamento do mercado.
Mercado internacional em alerta: Juros nos EUA e tensões geopolíticas pesam
Em Nova York, os principais índices da bolsa de valores também apresentaram queda. O movimento foi influenciado pelo aumento nos juros dos Treasuries, os títulos públicos americanos, e pelas crescentes tensões no Oriente Médio. O preço do petróleo, por sua vez, registrou alta expressiva, aproximando-se dos US$ 100 o barril.
O índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, subiu cerca de 0,54%, atingindo níveis próximos aos de julho. Dados econômicos dos Estados Unidos, como o índice de gerentes de compras (PMI) que avançou para 58,4 em setembro, reforçaram as expectativas de que os juros americanos permaneçam elevados por mais tempo. Isso torna os ativos em dólar mais atrativos para os investidores globais.
Dólar comercial reage a dados americanos e pesquisas eleitorais no Brasil
O dólar comercial à vista operou em alta durante a maior parte do dia, chegando a R$ 5,177 em seu pico. A moeda acompanhou a valorização global do dólar, impulsionada pelos dados econômicos americanos que sinalizam força na maior economia do mundo. No mercado brasileiro, as novas pesquisas eleitorais também adicionaram um elemento de volatilidade.
Apesar da alta no dia, o dólar acumula uma queda de 5,83% em relação ao real no acumulado do ano. Essa variação demonstra a dinâmica complexa do câmbio, influenciada por múltiplos fatores internos e externos que se alteram ao longo do tempo.
Ibovespa perde força em dia de aversão ao risco global
Após duas sessões de ganhos, o Ibovespa fechou em queda de 0,86%, aos 185.814 pontos. O índice oscilou entre 188.772 e 185.676 pontos, com um volume financeiro negociado de R$ 29,68 bilhões. O ambiente externo, com a alta dos juros nos EUA, dados econômicos fortes e a valorização do petróleo, foi o principal fator de pressão sobre os ativos de risco brasileiros.
As pesquisas eleitorais também permaneceram no radar dos investidores, adicionando incerteza ao cenário local. Apesar da queda no dia, o Ibovespa ainda apresenta um saldo positivo de 4,73% em setembro, mostrando a recuperação parcial ocorrida no mês.
Petróleo avança com tensões no Oriente Médio e falta de acordo com o Irã
O preço do petróleo voltou a subir após cinco dias consecutivos de quedas. A falta de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã e as crescentes tensões no Oriente Médio impulsionaram o barril. O petróleo tipo Brent, referência internacional, avançou 2,84%, negociado a US$ 98,12. O WTI, do Texas, subiu 1,81%, fechando em US$ 92,16.
A ausência de progresso diplomático reduziu as expectativas de uma resolução rápida para o conflito na região. Notícias sobre uma possível restrição às exportações de diesel dos EUA também contribuíram para a alta, embora a Casa Branca tenha negado tais planos. Dados do Departamento de Energia dos EUA indicaram um aumento nos estoques de petróleo, contrariando as previsões de queda.




