EP “Acromatopsia” da NAIMACULADA Desafia Percepções e Vibra as Plataformas com Mistura de Gerações Musicais
A banda de rock paulistana NAIMACULADA acaba de lançar seu mais novo EP, intitulado “Acromatopsia”. O trabalho mergulha na complexidade da visão e da percepção, utilizando a incapacidade de enxergar cores como metáfora para a investigação sobre o que significa ver e a subjetividade do olhar individual. Este novo projeto dá continuidade à linha conceitual iniciada com o EP anterior, “A Cor Mais Próxima do Cinza”.
O conceito por trás de “Acromatopsia”, que é um distúrbio visual raro que limita a percepção de cores, surgiu a partir da observação do cotidiano da agitada metrópole de São Paulo. A banda busca, através de suas quatro faixas, aprofundar a reflexão sobre as relações humanas com a sociedade, o tempo, os objetos e a rotina, promovendo um diálogo intergeracional na música brasileira.
Conforme divulgado pela banda, o EP “Acromatopsia” se destaca pela união de artistas de diferentes gerações da música brasileira. Nomes consagrados como BNegão e Kiko Dinucci se encontram com talentos mais recentes como Thalin, Nabru e Sol, criando uma tapeçaria sonora rica e diversificada ao longo das composições.
Encontros Geracionais Marcam o EP “Acromatopsia”
O novo trabalho da NAIMACULADA apresenta quatro faixas que celebram a diversidade e a colaboração musical. “Pecado Tem Medo” conta com a participação de BNegão e Thalin, “Shangrilá” traz a energia de Nabru, “Terminal Bandeira” conta com a guitarra de Kiko Dinucci, e “O Que É Que Será” apresenta a colaboração de Sol. Essas parcerias enriquecem o EP, demonstrando a versatilidade e a ambição artística da banda.
O vocalista Ricardo Paes, em entrevista, comentou sobre a importância de “Pecado Tem Medo”, a faixa de abertura: “Acho essa música muito importante pra gente, começamos ela em 22 e deixamos amadurecer. Não tinha Thalin e nem bNegao no radar, por mais que já existisse esse riff meio planet hemp ali no meio não chegamos nem a cogitar a presença dessa música virar metade Prog metade rap progressivo/psicodélico.”
“Acromatopsia”: Um Reflexo da Vida Urbana e da Conexão Global
Paes também explicou a conexão entre os EPs: “De certa forma, acho que é um resultado dos lugares onde o disco nos levou, os amigos que criamos nesse meio tempo na nossa primeira turnê nacional. Acho que a intenção do nome é justamente dizer que esse sentimento que a gente sente em São Paulo, da cidade ser completamente distópica e ofegante de tanta pluralidade e informação não tá só na nossa cidade, região, estado ou país e sim uma movimentação do mundo que percebemos trocando ideia com os nossos amigos chineses que tocaram em Shangrilá.”
Sobre a faixa “Terminal Bandeira”, Ricardo Paes descreveu sua inspiração: “Acho que toda perspectiva é quase um filme. Esse filme é sobre a vida dentro do transporte público motorizado sob 4 ou 6, ou seja, o busão. E essa eterna viagem de conhecimento ou de desconhecimento dentro do trânsito, clima, ruas e etc. Uma viagem por São Paulo e sua região metropolitana.”
NAIMACULADA: Origem do Nome e Planos Futuros
O nome da banda, NAIMACULADA, surgiu como uma homenagem ao falecimento do avô do vocalista durante a pandemia. “Acho que a maior parte da vida eles se encontraram num terreiro que também era casa e refúgio do avô. Com o falecimento do avô a necessidade de perpetuar a memória vira necessidade, e então a memória como local vira nome”, explicou Paes.
A banda, formada há quatro anos, é composta por Ricardo Paes (vocal), Pietro Benedan (bateria), Luiz Viegas (baixo), Gabriel Gadelha (sopros), Samuel Xavier (guitarra) e a recém-integrada guitarrista Duda Freitas. A NAIMACULADA já demonstrou interesse em expandir suas apresentações para o Nordeste, tendo inclusive se apresentado em João Pessoa no Vila do Porto e em outras seis capitais nordestinas no ano anterior, com planos de retornar em breve.
O EP “Acromatopsia” já está disponível nas principais plataformas digitais, prometendo ser um marco na carreira da banda e um convite à reflexão sobre a percepção e a arte.

