Dólar recua para R$ 5,17 em setembro com alívio global e dados de inflação dos EUA, enquanto Ibovespa se destaca com alta de 5%

Dólar fecha setembro em baixa de 0,15% após dia de alívio global; Ibovespa avança 5% impulsionado por fluxo estrangeiro

Em um cenário de maior tranquilidade nos mercados financeiros internacionais, o dólar comercial registrou uma queda de 0,76% nesta quarta-feira, terminando o pregão cotado a R$ 5,174. Esse movimento contribuiu para que a moeda acumulasse um **pequeno recuo de 0,15% em setembro**, oferecendo um respiro para a economia brasileira.

A performance positiva do real foi influenciada por uma combinação de fatores externos e internos. A divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, que vieram abaixo das expectativas, reduziu as apostas em novas altas de juros pelo Federal Reserve, gerando um ambiente de maior apetite por risco globalmente.

No Brasil, o cenário eleitoral, embora sem dados decisivos de pesquisas divulgados, e a formação da taxa de câmbio ao final do mês também desempenharam um papel nos negócios. Conforme informações divulgadas, o dólar à vista fechou em R$ 5,174, com uma baixa de 0,76% no dia. O petróleo tipo Brent, por sua vez, encerrou em alta, com as tensões no Oriente Médio ainda no radar dos investidores.

Inflação nos EUA alivia pressões sobre juros e favorece o real

O principal gatilho externo para a valorização do real foi a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) nos Estados Unidos. O núcleo do PCE, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, subiu **0,2% em agosto**, abaixo da projeção de 0,3%. O PCE cheio avançou 0,3%, também aquém do esperado.

Esses números mais baixos diminuíram a probabilidade de uma nova elevação dos juros americanos em outubro pelo Federal Reserve, impactando diretamente os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e fortalecendo moedas de economias emergentes como o Brasil. O real se destacou positivamente entre as principais moedas latino-americanas.

Ibovespa em alta e fluxo estrangeiro sustentam a bolsa brasileira

Na esteira do otimismo externo, a bolsa brasileira, medida pelo Ibovespa, apresentou um forte desempenho, subindo **1,37% nesta quarta-feira** e fechando aos 186.340,46 pontos. No acumulado de setembro, o índice registrou uma **valorização expressiva de 5,03%**, demonstrando a confiança dos investidores no mercado local.

O movimento de alta do Ibovespa foi impulsionado, em grande parte, pelas ações de bancos e por setores ligados à atividade doméstica. O fluxo de capital estrangeiro foi um fator crucial para sustentar esse desempenho ao longo do mês. Dados da B3 indicam uma **entrada líquida de R$ 9,569 bilhões** de investidores estrangeiros na bolsa brasileira até o dia 28 de setembro.

Petróleo em alta com tensões geopolíticas e possíveis restrições de exportação

Os contratos futuros de petróleo encerraram o dia em alta, refletindo as contínuas tensões no Oriente Médio, especialmente no Estreito de Ormuz. O Brent para dezembro subiu 1,94%, negociado a US$ 98,03 por barril, enquanto o WTI para novembro avançou 1,16%, atingindo US$ 90,42 o barril.

Além das preocupações geopolíticas, o mercado de petróleo também monitora possíveis restrições às exportações de diesel pelos Estados Unidos e a extensão da proibição de exportação de combustível pela Rússia. Um incidente envolvendo um navio-tanque no Estreito de Ormuz adicionou mais volatilidade ao setor.

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