Presidente Lula critica decisão do TSE sobre canal “Exército de Lula” e a classifica como “absurdo tendencioso”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou forte descontentamento com a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a retirada do canal “Exército de Lula” do WhatsApp. Lula classificou a medida como um “absurdo” e a considerou “tendenciosa” contra sua candidatura.
Durante um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, o presidente expressou sua indignação. “Eu acho um absurdo”, declarou Lula, adicionando que seus advogados entrarão com um pedido de explicações. Ele ressaltou que tem percebido, nos últimos dias, diversas decisões que parecem desfavorecer sua candidatura.
“Não vamos permitir que seja fechado um canal que um deputado está pedindo para as pessoas votarem em mim”, afirmou o petista, referindo-se ao deputado eleito André Janones, que coordena o canal. Lula questionou a atuação da justiça eleitoral, expressando o desejo de que as eleições “flua sem interferência da justiça”, em um comportamento “civilizado e republicano”. A declaração foi feita na presença de aliados como Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva e Guilherme Boulos.
Entenda a Decisão de Nunes Marques
A suspensão do canal “Exército de Lula” no WhatsApp atendeu a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). O canal, coordenado pelo deputado eleito André Janones (Rede-MG), teve um crescimento expressivo, saltando de 50 mil para mais de três milhões de seguidores após o primeiro turno das eleições.
O “Exército de Lula” tem como objetivo a distribuição de áudios, vídeos e orientações para os apoiadores do presidente Lula. Segundo o ministro Nunes Marques, a suspensão visa coibir a estrutura que Janones descreve como um “exército de ‘soldados’ que executam o que lhes é ordenado ‘sem examinar'”.
TSE Vê Canal Como Vetor de Desinformação
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, argumentou que o canal “se converteu em vetor de disseminação, em escala nacional, de conteúdos que esta Corte já reconheceu como desprovidos de lastro mínimo”. A decisão foi proferida em um pedido de providência administrativa que chegou ao gabinete do ministro no sábado à tarde, sendo atendido em menos de 24 horas.
Nunes Marques também citou que o canal “se converteu em vetor de disseminação, em escala nacional, de conteúdos que esta Corte já reconheceu como desprovidos de lastro mínimo”. A decisão foi assinada pelo presidente do TSE em uma petição de providência administrativa que chegou ao gabinete dele às 16h24 deste sábado. Em menos de 24 horas, Nunes Marques atendeu o pedido de Flávio Bolsonaro.


