
Ação civil pública busca garantir recursos para reparos imediatos e medidas de contenção após o colapso estrutural que atingiu o bairro da Prata
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação civil pública contra a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) com o objetivo de bloquear R$ 10 milhões em ativos financeiros da estatal. A solicitação, apresentada à 1ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande nesta quinta-feira (22), visa assegurar verbas para a execução de obras de contenção e o ressarcimento pelos danos causados pelo rompimento de um reservatório, conforme informações do portal Ponto PB.
O acidente ocorreu na manhã de 8 de novembro de 2025, no bairro da Prata. O reservatório, construído na década de 1960 com capacidade para dois milhões de litros, colapsou e liberou uma enxurrada que destruiu três residências, três estabelecimentos comerciais e danificou a estrutura de outros 20 imóveis, além de arrastar veículos e atingir a rede elétrica.
Laudos apontam falhas estruturais e de manutenção
O pedido de bloqueio tem como base laudos técnicos produzidos pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) e pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Os estudos indicaram que o rompimento foi provocado por uma combinação de falhas no projeto, problemas durante a execução da obra e a falta prolongada de manutenção adequada.
A tragédia resultou na morte de uma idosa e deixou outros moradores feridos. O incidente também afetou o abastecimento de água em 40 bairros de Campina Grande e em cidades vizinhas como Lagoa Seca, Lagoa de Roça, Areial e Montadas, com o serviço sendo normalizado de forma gradual no dia seguinte.
Posicionamento da empresa
Na época do desastre, a Cagepa declarou que o reservatório não constava na lista de estruturas consideradas críticas. A companhia informou, ainda, o envio de equipes para assistência no local e lamentou o falecimento da vítima. Até o momento da divulgação da ação do MPPB, não houve um posicionamento atualizado da empresa sobre o bloqueio de R$ 10 milhões, que ainda depende de análise judicial para ser efetivado.


