Viaturas da Polícia Civil em frente a loja onde ocorreu crime em João Pessoa

Quadrilha que mirava ostentação em redes sociais é responsável pela morte de empresário em João Pessoa

Investigação da Polícia Civil revela que morte de empresário em João Pessoa foi latrocínio executado por quadrilha especializada em roubo de joias e objetos.

Investigação aponta que morte de empresário em João Pessoa foi latrocínio planejado por grupo especializado em roubo de itens de luxo

A Polícia Civil da Paraíba concluiu que a morte do empresário Glicério, ocorrida em João Pessoa, tratou-se de um caso de latrocínio. Inicialmente investigado como homicídio, o crime foi redirecionado após as autoridades identificarem a atuação de uma organização criminosa focada no roubo de joias e objetos de valor, conforme informações divulgadas pelo G1.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, André Rabelo, o grupo monitorava vítimas através de postagens em redes sociais. O empresário foi escolhido especificamente por ostentar itens como relógios, ouro e aparelhos celulares. A estratégia incluía o uso de um grupo no WhatsApp para o levantamento dos alvos.

“Nós detectamos nas investigações a existência de uma quadrilha que roubava algumas pessoas que ostentavam joias, relógios, celulares, objetos de valores em redes sociais”

O ataque aconteceu em frente a uma loja de veículos. Imagens de segurança registraram o momento em que o empresário, que tentou reagir ao ser abordado por um dos suspeitos, foi atingido por disparos de arma de fogo. O setor de segurança pública confirmou que a vítima, natural do Ceará, possuía investimentos nos ramos de transportes e alimentação e chegou a receber o título de cidadão paraibano em 2023.

Desdobramentos e prisões

A operação policial resultou na prisão de diversos membros do grupo criminoso. Entre os detidos estão uma blogueira, acusada de fornecer o veículo utilizado no levantamento da vítima, e seu ex-namorado, apontado como participante direto da logística do crime. Outros dois homens foram identificados como executores no dia da ação.

“Com esses celulares apreendidos, com essa robustez de provas coletadas, a gente consegue ter elementos fortes para concluir o caso e enviar para o Ministério Público e para o Poder Judiciário”

As autoridades continuam a individualizar a participação de cada integrante da quadrilha que operava na Região Metropolitana de João Pessoa. O inquérito segue em fase de finalização para encaminhamento às instâncias judiciais.

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